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O ‘culpado’ pela queda de popularidade de Lula na nova pesquisa AtlasIntel

Levantamento registra recuo da aprovação e alta da desaprovação após crise no Rio; cientista político vê volatilidade e alerta para impacto em 2026

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 dez 2025, 19h21 • Atualizado em 3 dez 2025, 18h22
  • A nova rodada da pesquisa AtlasIntel, divulgada nesta terça, 2, mostra que a avaliação do governo Lula sofreu uma inflexão negativa nas últimas semanas. Segundo o levantamento, exibido no programa Ponto de Vista, apresentado por Marcela Rahal (assista ao vídeo acima), a desaprovação ao presidente subiu para 50,7%, enquanto a aprovação recuou para 48,6% — movimento que ocorre logo após a megaoperação policial no Rio de Janeiro, quando o tema da segurança pública voltou ao centro do debate nacional.

    A margem de erro da pesquisa é de 1 ponto percentual, o que confirma a mudança de tendência. Em outubro, a aprovação de Lula era de 51,2%, e a desaprovação, de 48,1%.

    Como a crise da segurança afetou o governo?

    Cristiano Noronha, cientista político ouvido pelo programa, destaca que o impacto é direto. “Quando você olha o gráfico do período pós-operação no Rio, percebe claramente o movimento de queda da aprovação e de subida da desaprovação”, afirmou.

    Segundo ele, embora a segurança pública seja o fator mais visível no momento, o desgaste acumulado do governo ao longo de 2025 tem múltiplas causas. O tema dos preços e, principalmente, a inflação elevada — domada apenas com a manutenção dos juros a 15% pelo Banco Central — pesaram fortemente na percepção do eleitor ao longo do ano.

    “O governo Lula passou quase todo o ano com desaprovação bem maior. Não foi sempre só a segurança pública; a economia teve muito peso nesse processo”, lembrou.

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    Quando a avaliação começou a melhorar — e por quê?

    Noronha lembra que, a partir de julho, houve uma reversão no humor do eleitorado. Com indicadores econômicos mais favoráveis — como desemprego baixo, inflação mais controlada e o envio ao Congresso da correção da tabela do Imposto de Renda, já sancionada pelo presidente — a percepção sobre o governo melhorou.

    “O governo começou a ver uma inflexão positiva e, em setembro e outubro, Lula chegou a ter mais aprovação do que desaprovação”, afirmou.

    Mas o alívio durou pouco: a crise da segurança pública produziu um novo salto negativo. “Houve um agravamento e voltamos a ter novamente essa oscilação”, disse o cientista político.

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    O saldo hoje: pior que no início de 2024

    O contraste entre o início de 2024 e dezembro de 2025 é evidente. Em janeiro de 2024, Lula tinha 51% de aprovação e 45% de desaprovação, uma diferença confortável de seis pontos. Hoje, o saldo é negativo: cerca de dois pontos a mais de desaprovação do que aprovação.

    “É uma diferença significativa e mostra que o governo está numa situação mais delicada do que há dois anos”, resumiu Noronha.

    O que isso significa para 2026?

    Para o analista, a conclusão é clara: a volatilidade continuará. Em um ambiente altamente polarizado, qualquer crise — seja econômica, de segurança, ou política — tem potencial para gerar oscilações rápidas e intensas nos índices de popularidade do presidente.

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    “Lula é fortíssimo candidato e hoje o favorito, porque não há definição no campo da direita”, avaliou. “Mas qualquer erro ou episódio pode afetar muito sua aprovação e acabar interferindo no resultado de 2026.”

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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