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O clima de tensão entre os deputados da Alerj após planilha de Bacellar

Parlamentares ligados ao presidente afastado temem desdobramentos pela PF

Por Ludmilla de Lima Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , Rayssa Motta Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 fev 2026, 15h47 • Atualizado em 27 fev 2026, 16h42
  • A revelação de uma planilha encontrada pela Polícia Federal que mostra o loteamento de cargos no governo do estado por Rodrigo Bacellar (União Brasil), como noticiou a coluna Radar, elevou a tensão entre deputados na Alerj. Embora hoje, sexta-feira, 27, seja um dia vazio na Assembleia, parlamentares contam que as conversas em torno do assunto não param, com a chamada “tropa de choque de Bacellar” ainda mais preocupada em ser atingida por desdobramentos de investigações da PF envolvendo o presidente da Casa afastado pelo STF. “O clima é de pânico, ainda mais com o endurecimento da atuação da PF que temos visto em todo o país”, diz um deputado.

    Pedido de Rodrigo Amorim (União), líder do governo Cláudio Castro (PL) e que foi um dos deputados mais próximos de Bacellar, aparece como “sensível” no documento: ele teria pleiteado cargos para “compensar Ceperj”, numa relação com o escândalo de desvios de mais de 220 milhões de reais na Fundação Ceperj, que levará Castro, Bacellar e Thiago Pampolha, ex-vice do estado, a julgamento no dia 10 deste mês no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em nota, Amorim diz: “Como integrante da base e atual líder do governo, é meu dever institucional manter o diálogo e participar efetivamente de ações do Executivo. É minha obrigação sugerir políticas públicas. Qualquer alegação além disso representa tentativa de criminalizar a atividade política, não havendo conhecimento por minha parte de qualquer prática ou narrativa diversa desse contexto”. Outros deputados, incluindo Douglas Ruas – atual secretário das Cidades e pré-candidato a governador pelo PL-, são citados no mesmo documento.

    Parlamentares da base temem ainda que o material revelado influencie no julgamento do TSE. No governo, a temperatura subiu: o medo é de que Castro acabe “arrastado” para uma condenação por causa de Bacellar.

    Um parlamentar experiente disse a VEJA que a investigação da PF deixou claro “o domínio territorial da máquina”. Outro parlamentar da oposição avalia que a planilha encontrada no computador do ex-chefe de gabinete de Bacellar, com a distribuição de cargos entre deputados da base, precisa ser melhor investigada. “Indicar não está no Código Penal, o que mais político faz é indicar para cargo. E o líder e o presidente da Assembleia são os nomes mais importantes no Legislativo. Agora indicar para fazer coisa errada está no Código Penal. Isso que precisa ser analisado”, comenta.

    A defesa de Bacellar – indiciado pela PF no caso do vazamento de informações para o ex-deputado TH Joias – afirma em nota que “inexiste qualquer elemento probatório para pretender lhe imputar qualquer participação em ilicitude ou vazamento, ao contrário, só há ilações desamparadas”. Os advogados ainda chamam de “descabido” o indiciamento, que teria sido “realizado muito mais para justificar a ação açodada da autoridade policial, do que respaldada em elementos sérios e comprometedores”.

     

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