APURAÇÃO DAS ELEIÇÕES 2026

⚡ Esquenta 10.10! Revista impressa com o MENOR PREÇO DO ANO! 🤑 Assine agora!

O cerco contra o grupo de Canella e Rueda no Rio

MP Eleitoral tenta barrar candidaturas ao mesmo tempo em que vereador aliado é preso pela PF

Por Ludmilla de Lima Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 set 2026, 12h46 | Atualizado em 22 set 2026, 13h19
O cerco contra o grupo de Canella e Rueda no Rio Priorize VEJA no Google

O Ministério Público Eleitoral do Rio mudou de posição não apenas sobre a candidatura de Antonio Rueda, presidente nacional do União Brasil, como também sobre a do seu principal aliado, Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo. O procurador Flávio Paixão de Moura Júnior pede agora à Justiça Eleitoral que o registro da candidatura de Canella a deputado estadual seja indeferido, em manifestação parecida com a de Rueda, que tenta se eleger a deputado federal com votos dos fluminenses. A justificativa do procurador é uma suposta ligação dos dois com lideranças de milícias da Baixada Fluminense.

Canella, inicialmente, seria candidato a senador pelo União Brasil, com apoio do PL. Mas ele se viu obrigado a recuar do plano ao ser preso, em julho, pela Polícia Federal com um fuzil no carro, dentro da sexta fase da Operação Unha e Carne. A ação mirava um esquema de lavagem de dinheiro usando postos de combustíveis e com participação de políticos. Ele passou quatro dias na prisão.

Além da tentativa do MP Eleitoral de barrar a dobradinha Canella-Rueda, após diligências ordenadas pela Corte Eleitoral, a campanha dos dois sofreu, nesta terça-feira, 22, novo baque, com a prisão pela PF do vereador do Rio Jorge Eduardo Barreto de Andrade Filho, o Jorge Canella (União Brasil). Ele é ligado ao ex-prefeito de Belford Roxo e acabou sendo alvo dos agentes federais na sétima fase da Operação Unha e Carne, em um desdobramento da investigação sobre seu padrinho político. Em endereço na Barra, policiais encontraram dois fuzis e uma submetralhadora em desacordo com a previsão legal, o que levou à prisão em flagrante do vereador. Ele fazia intensa campanha para Rueda e Canella, usando até a foto dos dois em seu perfil no Instagram.

Pedido de indeferimento

Na manifestação enviada ao TRE do Rio sobre a candidatura de Canella, o MP Eleitoral trata de uma possível vinculação “político-administrativa e eleitoral estável e contemporânea” do candidato com dois personagens que atuariam como chefes de organização criminosa. Eles são identificados como Fábio Augusto de Oliveira Brasil (o Fabinho Varandão) e Luiz Eduardo Santos de Araújo. Os dois tiveram candidaturas indeferidas em 2024 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por envolvimento com milícias armadas. Mesmo assim, chegaram a ocupar cargos de primeiro escalão na prefeitura de Belford Roxo.

Continua após a publicidade

Na ação de impugnação, foram incluídas imagens e links que mostrariam os dois atuando intensamente na campanha de 2026 como alavancas territoriais de Márcio Canella. “A perpetuação dessa articulação permite que lideranças cujo vínculo com a milícia armada foi reputado intolerável pelo Tribunal Superior Eleitoral continuem a macular a legitimidade do pleito e a subjugar a livre escolha do eleitorado”, ressalta o procurador, acrescentando que, “como se não bastasse a robusta comprovação da teia de vínculos paramilitares no âmbito municipal”, o quadro ganha “contornos de extrema gravidade” com o envolvimento direto de Canella em inquérito que tramita no STF.

A defesa do político sustenta que há “absoluta ausência de responsabilidade por atos praticados por terceiros” e que as nomeações de Varandão e Eduardo Araújo ocorreram de forma legítima na prefeitura, tendo os dois sido exonerados em 29 de setembro de 2025. Sobre o fuzil calibre 5. 56 de uso restrito encontrado em seu veículo, a defesa de Canella alega já ter esclarecido que a arma, pertencente ao Estado do Rio, encontrava-se acautelada para o PM responsável por sua escolta oficial.

Continua após a publicidade

Já advogados de Rueda dizem que a nova tese do MPE levanta hipótese de inelegibilidade “sem balizas legais ou constitucionais, fundada, ademais, exclusivamente em imputação de fato de terceiro”. De acordo com a defesa, a demonstração sobre o poder de organização criminosa a serviço da candidatura de Rueda com o seu consentimento ou coordenação foi desmentida nas diligências determinadas pela Corte Eleitoral.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

OFERTA ESPECIAL ELEIÇÕES

Digital Eleições

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês*
ECONOMIZE R$ 325 - 45% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Premium (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*A assinatura inclui acesso ao site de VEJA, conteúdos exclusivos para assinantes e navegação com menos anúncios. Benefícios sujeitos às condições e à disponibilidade da assinatura.
*Pagamento único trimestral de R$ 5,97, equivalente a R$ 1,99/mês durante os 3 primeiros meses.