Nikolas critica Alcolumbre por não pautar impeachment de Dias Tofolli
Mensagens encontradas pela PF no celular de Daniel Vorcaro mencionam o ministro, que vendeu cotas de resort a fundo do banqueiro
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), cobrou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para pautar o pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, por conta dos vínculos dele com os investigados do caso do Banco Master. Nesta quarta, 11, a Polícia Federal pediu a suspeição do magistrado por conta de menções a ele no celular de Daniel Vorcaro, pivô do escândalo. O ministro nega amizade com o banqueiro e disse que vendeu cotas sociais do seu resort a um fundo gerido por ele.
“Inacreditável como todo mundo está vendo os escândalos do Master, menos o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Já passou da hora de abrir o impeachment do Toffoli. Acorda, Senado!”, disse Nikolas nas redes. Ele, assim como outros parlamentares bolsonaristas, almejam construir maioria no Senado nas eleições deste ano, que renovará 2/3 da Casa, para forçar a inclusão na pauta de impeachment de ministro do Supremo.
Inacreditável como todo mundo está vendo os escândalos do Master, menos o presidente do Senado, @davialcolumbre. Já passou da hora de abrir o impeachment do Toffoli. Acorda, Senado!
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) February 12, 2026
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Apesar da possibilidade do impeachment de ministro estar prevista em lei, na prática, nenhum entre as dezenas de pedidos sobre a mesa de Alcolumbre passou das primerias etapas. Embora seja para apurar crime de responabilidade, o impeachment é um processo político e exige um quórum alto para caminhar. Dos atuais membros do STF, quem mais tem pedidos de impeachment contra si é Alexandre de Moraes, com 43. Toffoli, até o final de 2025, tinha apenas 6. Ao todo, há 81 solicitações na mesa do presidente do Senado.
Na noite de quarta, a Polícia Federal pediu diretamente ao presidente do Supremo, Edson Fachin, a suspeição de Toffoli e o consequente afastamento dele do caso do Banco Master, do qual ele é relator, por conta de menções ao ministro no celular de Vorcaro. Inicialmente, Toffoli chamou o pedido da PF de “ilação” e apresentou uma resposta formal em seguida, negando vínculos pessoais com o banqueiro. O ministro é sócio da Maridt, uma empresa gerida pelos seus irmãos. Ela detinha parte do resort Tayayá e vendeu suas cotas a um outro fundo, gerido pelo cunhado de Vorcaro.






