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Moraes concede progressão de regime para hacker de Araraquara

Walter Delgatti Neto foi condenado, junto com a ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP), por invasão aos sistemas do CNJ

Por Isabella Alonso Panho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 12 jan 2026, 11h32 • Atualizado em 12 jan 2026, 11h52
  • O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, concedeu nesta segunda-feira, 12, a progressão de regime para o semiaberto ao hacker Walter Delgatti Neto, condenado pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ao lado da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). Ele está cumprindo pena atualmente em Tremembé II, o “Presídio dos Famosos”.

    Delgatti foi condenado a nove anos e, de acordo com a lei, precisava cumprir 25% da pena para obter a progressão do fechado para o semiaberto. “Na presente hipótese, estão presentes todos os requisitos legais exigidos para a progressão do sentenciado ao regime semi-aberto de cumprimento de sua pena privativa de liberdade. O requisito objetivo, consistente no cumprimento de 20% da pena privativa de liberdade imposta – uma vez que o apenado é reincidente e o crime foi cometido sem violência à pessoa ou grave ameaça – foi cumprido”, diz trecho da decisão de Moraes (leia a íntegra ao final).

    Natural da cidade paulista de Araraquara, Delgatti ficou conhecido nacionalmente por divulgar mensagens trocadas entre membros da força-tarefa da Lava Jato, revelando que acusação e juiz conversavam e combinavam os próximos passos que definiriam o destino dos investigados. O episódio, que ficou conhecido como Vaza Jato, foi usado para anular várias condenações por corrupção. Delgatti responde judicialmente pelos vazamentos, mas o caso está em fase de recursos.

    Durante o mandato de Jair Bolsonaro na presidência, o hacker foi procurado por Zambelli, que lhe ofereceu uma quantia em dinheiro para que ele invadisse os sistemas do CNJ. A ideia da agora ex-deputada era mostrar a suposta vunerabilidade do sistema eleitoral brasileiro. A tese, infundada, de que as urnas eletrônicas não são confiáveis sempre foi levantada pelo ex-presidente para instigar a tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023.

    A ida de Delgatti para o semiaberto não significa que ele está em liberdade. Ele ainda precisa terminar de cumprir a pena de nove anos e, nas novas condições de regime prisional, poderá trabalhar durante o dia. Ele obrigatoriamente dorme no presídio todas as noites, além de ficar recluso nos finais de semana e feriados. Por isso, ele deve continuar em Tremembé, até segunda ordem.

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    Leia a íntegra da decisão do ministro Alexandre de Moraes

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