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Michel Temer sugere que disputa presidencial seja entre programas de governo

Cientistas políticos analisam a origem dos embates que ameaçam a estabilidade institucional

Por Hugo Marques Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 dez 2025, 19h01 •
  • Reportagem de Veja esta semana mostra que a tensão entre os Poderes está gerando uma escalada que põe em risco o equilíbrio das instituições. A disputa por hegemonia entre o Supremo Tribunal Federal, o Congresso Nacional e o Planalto se acirrou.

    Para que o país retorne à normalidade institucional, o ex-presidente da República Michel Temer sugere que os futuros candidatos esqueçam divergências pessoais. “Eu tenho falado sempre que é preciso encontrar meios e modos de pacificar o país. E para pacificar o país é preciso que a disputa não seja entre nomes, mas entre programas de governo”, ressaltou.

    “No meu governo, havia um programa, que era a Ponte para o Futuro, e aquilo deu certo. Eu não dava atenção ao que a oposição dizia e ia em frente. Tudo que fiz, a reforma trabalhista, reforma da Previdência, teto de gastos, recuperação do PIB, redução da inflação, estava tudo no Programa”, acrescenta o ex-presidente.

    Cientistas políticos veem cenário conturbado

    Entre os cientistas políticos, a origem dos embates é vista de forma diferenciada. Doutor em ciência política e professor aposentado da Universidade de Brasília, Paulo Kramer diz que o problema se concentra em três fatores.

    “A nossa Constituição, a estrutura institucional e cultura política do país criam muitos grupos de veto, coalizões que se formam com muita facilidade para impedir a tramitação e o avanço de propostas. Com isso, perdemos tempo com essas escaramuças. As reformas, privatizações, não andam porque há muitos grupos de vetos”, diz Kramer.

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    “Para que o país volte à normalidade, a curto prazo, a anistia é um ponto fundamental para pacificação dos ânimos. A longo prazo, a gente precisa reformar a Constituição. Não para partidos como Rede e Psol compensarem a falta de força política com influência no tapetão, na Justiça”, acrescenta.

    Professora de ciência política na Universidade Federal de Pernambuco, com PhD em pela Universidade de Notre Dame (EUA) e pós-doutorado pela Universidade Vanderbilt (EUA), Nara Pavão vê a volta da normalidade entre as instituições a partir do momento em que elas consigam resolver os conflitos.

    “Tivemos a Lava Jato, o maior esquema de corrupção do mundo, impeachment de uma presidente, presidentes da República presos, são conflitos muito grandes. A crise da corrupção se juntando com a crise econômica é uma combinação explosiva, uma tempestade perfeita”, destaca ela

    Doutor em ciência política pela Universidade de São Paulo e atualmente nos Estados Unidos, Fernando Guarnieri diz que o conflito entre os poderes começa quando um poder ultrapassa a linha do outro. “Os partidos políticos descobriram que podem apresentar uma ação no Supremo (para derrubar uma lei) e aí começa a crescer o poder do STF”, ressaltou.

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