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Marisa passa por exames para confirmar morte cerebral

Esposa do ex-presidente Lula tem quadro irreversível e está sem atividade cerebral, segundo o Hospital Sírio-Libanês, onde ela está internada há 10 dias

Por Da redação Atualizado em 3 fev 2017, 11h14 - Publicado em 3 fev 2017, 10h40

A ex-primeira-dama Marisa Letícia vai passar nesta sexta-feira por dois exames para comprovar a ocorrência de morte cerebral. Segundo nota publicada no Facebook do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o primeiro procedimento acontecerá às 12 horas e o segundo às 18 horas. Marisa está internada na UTI do Hospital Sírio-Libanês sem atividade cerebral e com o quadro irreversível.

De acordo com resolução do conselho de medicina, a morte cerebral só pode ser decretada por mais de um médico e após a realização de exames que mostrem que o paciente não tem mais nenhum reflexo cerebral nem pode respirar por conta própria. Os procedimentos para a doação de órgãos, que já foram autorizados pela família, só podem ser feitos após a confirmação da morte.

Diante do quadro irreversível de sua esposa, o ex-presidente Lula recebe desde quarta-feira, quando a situação dela se agravou, a visita de amigos, aliados e rivais políticos. Ontem à noite, uma comitiva formada pelo presidente Michel Temer, o ex-presidente José Sarney, o chanceler José Serra, e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, foi ao hospital para prestar solidariedade a Lula. Mais cedo, quem apareceu foi o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Marisa Letícia está internada desde terça-feira passada, quando passou por uma cirurgia para estancar um sangramento no cérebro. Devido a um quadro hipertensivo, ela sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) cerebral hemorrágico, do tipo mais grave. A ex-primeira-dama vinha apresentando “melhoras progressivas” até esta quarta-feira, quando a situação se deteriorou. Foi detectado um aumento da pressão intracraniana e da inflamação cerebral, o que a levou a ter vasoespamos (contração de vasos sanguíneos) e anisocoria (quando as pupilas ficam dilatadas), num sinal de que a circulação sanguínea no cérebro era mínima. Na manhã desta quinta-feira, os médicos confirmaram que não havia mais fluxo cerebral.

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