Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Juíza que avalizou busca na casa de filho de Lula se diz enganada

Marta Pistelli afirma que pedido da Polícia Civil não identificava nome do morador e que policiais foram a dois endereços, quando ela havia autorizado só um

Na manhã da terça-feira 10, o delegado da Polícia Civil de Paulínia (SP), Rodrigo Luís Galaz­zo, acompanhado de três investigadores armados, tocou a campainha da casa em que mora o filho adotivo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o psicólogo e ex-­vereador Marcos Cláudio Lula da Silva – ele é filho do primeiro casamento da ex-primeira-dama Marisa Letícia, que morreu em fevereiro deste ano.

Procurava “drogas e armamento pesado”, informação que lhe chegara por meio do Disque-Denúncia e cuja veracidade o policial não se deu ao trabalho de checar de outra forma. Mesmo sem nada encontrar, o delegado e sua equipe acharam por bem não sair do local de mãos abanando. Levaram então dois computadores, CDs, DVDs e pen drives que encontraram na casa — e ainda foram para um segundo endereço, onde também não acharam nada.

No dia seguinte, a juíza que autorizou a busca e apreensão, Marta Pistelli, determinou que todos os objetos fossem devolvidos e se disse “enganada” pelos policiais. Afirmou que o pedido de busca não identificava o morador da residência e que autorizara que a polícia visitasse apenas um local, e não dois.

Lula e seu filho, Marcos Cláudio Lula da Silva, na inauguração do comitê de Marcos, candidato a vereador pelo PT em São Bernardo Lula e Marcos Cláudio Lula da Silva, na inauguração do comitê do filho, candidato a vereador pelo PT em São Bernardo em 2016

Lula e Marcos Cláudio Lula da Silva, na inauguração do comitê do filho, candidato a vereador pelo PT em São Bernardo em 2016 (Fabio Braga/Folhapress/VEJA)

Assine agora o site para ler na íntegra esta reportagem e tenha acesso a todas as edições de VEJA:

Ou adquira a edição desta semana para iOS e Android.
Aproveite: todas as edições de VEJA Digital por 1 mês grátis no Go Read.

 

 

Outro lado
A Secretaria da Segurança Pública esclarece que o delegado responsável pela diligência na operação policial do dia 10/10, em uma residência no município de Paulínia, foi afastado do caso para a preservação das investigações. A ação foi realizada em cumprimento ao mandado da juíza Marta Brandão Pistelli. Na quarta-feira (11), o secretário Mágino Alves Barbosa Filho determinou instauração de procedimento administrativo para apurar em que condições ocorreu a diligência de busca e apreensão.

Comentários

Não é mais possível comentar nessa página.

  1. O “filho” adotivo não conseguiu nem se eleger para vereador no ABC com o padrinho que tem.
    Tudo farinha do mesmo saco.
    Lixosssssssssssssssssssss

    Curtir

  2. Oscar Pereira Leite Jr.

    Ué Doutora! A justiça não é cega? A Doutora despacha Mandados olhando a cara? Essa democracia de bandidos…

    Curtir

  3. Douglas navas

    Não errou excelencia ! Ele é bandido!

    Curtir

  4. Ubirajara Pereira Alves

    Os comentários dos trouxinhas são os melhores!

    Curtir

  5. Roberto Machado de Assis

    Sou antipetista, mas a lei de abuso de autoridade tem de sair do papel. No pará uma delegada e uma juiza colocou uma menor de 12 anos numa cela com homens e ela sofreu vários estupros por cinco dias, e não deu em nada.

    Curtir

  6. Patricia Silva

    A Juíza tem salário astronômico pra ler, estudar, entender e decidir e ainda tem cara de pau de falar que foi “enganada”? Ah tolinha… está aprendendo com o Lula a dar uma de desentendida!

    Curtir

  7. news da hora

    O judiciário e MP precisa de uma grande reciclagens .

    Curtir

  8. news da hora

    Temos nomes limpos e honestos , como Carmen Lucia , Raquel Dodge , Moro , Bretas , … , mas tem maus elementos trabalhando para a máfia de Lula e cia .

    Curtir