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Guedes diz que ‘cabeça pode rolar’ no Coaf, mas pede avanço institucional

Chefe do órgão tem saída especulada após criticar decisão de Dias Toffoli que suspendeu inquérito do caso Queiroz

Por Da Redação 8 ago 2019, 05h39

O ministro da Economia, Paulo Guedes, não garantiu a permanência de Roberto Leonel na presidência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que é vinculado a seu ministério. Abordado por jornalistas sobre uma eventual pressão para que trocasse a chefia do órgão, Guedes respondeu que é “possível uma cabeça rolar”, mas que busca um aperfeiçoamento institucional.

“Toda vez que tem uma aparente crise institucional, a solução é um avanço e um aperfeiçoamento institucional, não é só uma cabeça rolar. Uma cabeça rolar pode até acontecer, mas desde que haja um avanço institucional”, declarou Guedes.

  • Indicado à presidência do Coaf quando o órgão estava ligado ao Ministério da Justiça, de Sergio Moro, Roberto Leonel criticou recentemente a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, de suspender inquéritos baseados em dados compartilhados pelo conselho de controle que não tenham autorização judicial.

    A decisão de Toffoli foi tomada após pedido da defesa do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, no inquérito do caso Queiroz – baseado em um relatório do Coaf que apontou movimentações financeiras suspeitas de servidores de seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

     

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