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Geraldo Alckmin lidera pesquisa para Governo de São Paulo

Levantamento do Datafolha mostra que o ex-governador, de 69 anos, não é carta fora do baralho. É a principal carta do baralho

Por Hugo Marques Atualizado em 19 set 2021, 15h39 - Publicado em 19 set 2021, 15h32

Aos 69 anos de idade, o ex-governador Geraldo Alckmin lidera a corrida eleitoral para o governo de São Paulo em 2022, conforme pesquisa do Datafolha, divulgada neste domingo, 19, pelo jornal Folha de S. Paulo. Às vésperas do anúncio de sua saída do PSDB, rumo ao PSD, Alckmin tem 26% das intenções de votos para voltar ao Palácio dos Bandeirantes, seguido pelo ex-prefeito Fernando Haddad, do PT, que tem 17%.

A pesquisa mostra que Geraldo Alckmin é, sim, uma das principais cartas do baralho no jogo das eleições. Médico, ele já governou São Paulo entre 2001 e 2006 e 2011 e 2018 e a pesquisa mostra que ainda tem muita musculatura política. Alckmin ficou escanteado no PSDB com a ascensão do governador João Doria no partido. Especulou-se muito dentro do próprio PSDB que Alckmin poderia não decolar em eleições sem a grife do partido.

A pesquisa do Datafolha foi realizada entre os dias 13, segunda-feira, e 15, quarta-feira, da semana passada. Foram ouvidas 2.034 pessoas, em 70 cidades do Estado de São Paulo, com 16 anos de idade ou mais. Segundo o instituto de pesquisa, a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Logo atrás de Haddad vem o ex-governador Márcio França, do PSB, com 15% das intenções de votos. Guilherme Boulos, do PSOL, tem 11%. O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, que tem o apoio do presidente Jair Bolsonaro, aparece com 4% das intenções de votos. O deputado estadual Arthur do Val, o ‘Mamãe Falei’, tem 4%. O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub tem 1%. Nulos e brancos somam 17% e 3% não sabem em quem votar.

A pouco mais de um ano das eleições de 2022, este foi o primeiro levantamento feito pelo Datafolha sobre a eleição para o Palácio dos Bandeirantes.

A ascensão de Alckmin em São Paulo mostra que o caminho para os candidatos à Presidência da República não está fácil no maior colégio eleitoral do país. Lula, que lidera as pesquisas no país para presidente, tem Haddad e Boulos como possíveis candidatos apoiados pelo PT, uma difícil composição, pois nenhum dos dois demonstrou disposição de desistir em favor do outro até agora.

Joao Doria, candidato natural do PSDB às eleições presidenciais, tem como candidato ao governo de São Paulo seu atual vice-governador, Rodrigo Garcia. Mas em um dos cenários pesquisados pelo Datafolha, Rodrigo Garcia tem apenas 5% dos votos.

O cenário mais difícil atualmente é o do presidente Jair Bolsonaro. Os candidatos naturais de Bolsonaro são o ministro Tarcísio Freitas e o ex-ministro Abraham Weintraub, que aparecem com pontuações baixas.

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