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Ex-presidente do BRB disse a auxiliares que cumpria ordens de Ibaneis

Estratégia de defesa de Paulo Henrique Costa divide responsabilidade por operações irregulares do Master com governador do DF

Por Hugo Marques Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 nov 2025, 14h45 • Atualizado em 22 nov 2025, 16h44
  • Na última terça-feira, quando o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, estava nos Estados Unidos.

    Investigado pela Polícia Federal por ter comprado 12 bilhões em títulos do Master com indícios de fraudes, o Banco de Brasília tem um escritório de inovação no Vale do Silício, na Califórnia.

    Dos EUA, Paulo começou a disparar mensagens para auxiliares, tentando dimensionar o tamanho da crise. Demonstrando muito nervosismo, o ex-presidente do BRB deu as primeiras pistas dos argumentos que pretende apresentar em sua defesa.

    Ordens do governador

    Paulo Henrique Costa disse a auxiliares que todas as decisões do banco passavam pelo colegiado, eram referendadas em pareceres jurídicos e , o mais importante, que ele sempre obedecia ordens do governador do DF, Ibaneis Rocha.

    O governo de Brasília é acionista majoritário do banco e o presidente é escolha pessoal dele.

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    Nas conversas com auxiliares, Paulo Henrique disse que o governador interferia tanto nas grandes operações do banco quanto nas operações de varejo, incluindo empréstimos para empresas e pessoas físicas. Afirmou que ele tinha sempre que “dar satisfações” a Ibaneis sobre todas as decisões.

    O ex-presidente do BRB também disse aos auxiliares que não tinha ideia da fraude envolvendo os ativos do Master. Nas conversas, Paulo Henrique ressaltou que cabia ao Banco Central, a autoridade monetária, acompanhar a fiscalização do Master.

    O ex-presidente do BRB confidenciou a subordinados que Ibaneis não costumava ouvir seus conselhos, como o de não afrontar o Banco Central na época em que o governador endossou a estratégia de alguns políticos de pedir a cabeça de diretores da instituição que insistiam em investigar as operações com o Master.

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    A discordância também incluiu, segundo ele, a publicidade com o Flamengo e a compra de imóveis para clientes especiais. Paulo Henrique também reclamava que Ibaneis chegou ao ponto de proibi-lo de conversar com alguns secretários do Governo do Distrito Federal sobre gastos com publicidade.

    Na sexta-feira, o presidente do BRB divulgou uma nota. “Tenho convicção de que sempre atuei na proteção e nos melhores interesses do BRB, seguindo padrões de mercado. Vou colaborar pessoalmente com a investigação e seguirei fornecendo todas as informações e esclarecimentos necessários para a completa elucidação dos fatos”, ressaltou.

    Advogado envia nota a Veja

    O advogado Cleber Lopes, que assumiu a defesa do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, enviou nota à redação, contestando informações publicadas. Na nota enviada pelo advogado, Paulo Henrique diz que jamais afirmou que cumpria ordens do governador do DF. “As decisões do BRB, enquanto fui presidente, foram tomadas em instâncias colegiadas, nos termos da legislação, do estatuto e das políticas internas”.

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    Na nota, o ex-presidente do BRB diz que não reconhece declarações atribuídas a seus auxiliares, de que ele cumpria ordens e ainda tinha de dar “satisfações” ao governador sobre os negócios do banco. “Qualquer comunicação institucional pertinente será apresentada às autoridades nos autos competentes. Reitero que as orientações à equipe sempre observaram critérios técnicos e os mecanismos de controle do banco”, diz a nota.

    Sobre a compra do Master pelo BRB, o ex-presidente do banco diz: “No caso específico do Banco Master, após a identificação de divergências documentais em parte das operações do primeiro quadrimestre, o BRB comunicou o fato ao Banco Central, promoveu a substituição da grande maioria dessas carteiras e reforçou controles e processos”, diz a nota. “As medidas adotadas foram rápidas e efetivas, com foco em mitigar riscos e preservar a instituição e seus clientes”.

    Veja mantém as informações publicadas.

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