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Ex-ministra de Bolsonaro, Tereza Cristina vira curinga em estratégia da oposição

Parlamentar é cotada para integrar uma chapa de oposição como vice-presidente e também para disputar a presidência do Senado contra Davi Alcolumbre

Por Marcela Mattos Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 set 2025, 14h17 • Atualizado em 29 set 2025, 16h26
  • Nas eleições de 2022, o nome da então ministra da Agricultura, Tereza Cristina (PP), circulou como uma potencial candidata para compor a chapa à reeleição de Jair Bolsonaro. Eram considerados ativos importantes o fato de ser uma postulante mulher e ligada ao agronegócio para ampliar o arco de apoiadores numa eleição sabidamente apertada contra Lula.

    Bolsonaro, à época, chegou a admitir que Tereza Cristina seria uma melhor opção eleitoral, mas acabou mantendo a estratégia anterior e indicou um general ao posto de vice – trocou Hamilton Mourão pelo ex-ministro Walter Braga Netto. A chefe da Agricultura, então, se candidatou – e se elegeu – ao Senado.

    Em meio às articulações para 2026, agora com Bolsonaro inelegível e fora do páreo, a senadora volta a ser cotada como uma opção para a disputa presidencial. Importantes articuladores do PL, partido do ex-presidente, defendem que Tereza Cristina seja a vice numa eventual candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos).

    A ideia passaria pela migração de Tarcísio para o PL e a composição com um partido de centro – segundo espalham, a aliança com Tereza Cristina seria a “chapa dos sonhos” do próprio governador de São Paulo, também ex-ministro de Bolsonaro.

    Enquanto o governador ainda é uma incógnita para 2026, outros nomes são cotados para a vice dele. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também é citada como uma possibilidade, de modo a garantir um familiar do ex-presidente no páreo. O dirigente do partido de Tereza Cristina, senador Ciro Nogueira, nunca escondeu a pretensão de sair como vice numa chapa de oposição.

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    Plano B: Presidência do Senado

    Outra alternativa planejada para a senadora do PP é tentar disputar o comando do Senado em 2027 – função que lhe enche mais os olhos. Neste ano, Tereza Cristina até aventou sair candidata, mas desistiu em meio às costuras feitas antecipadamente por Davi Alcolumbre (União-AP).

    A avaliação é que o senador se desgastou com a oposição em meio à resistência de avançar com projetos de interesse do grupo, entre eles a anistia aos condenados pelos atos golpistas, o que deve enfraquecê-lo na tentativa de reeleição.

    Para 2027, a direita planeja eleger uma maioria no Senado, o que lhe garantiria os votos para eleger o presidente da Casa. Outro postulante ao cargo é o líder da oposição, Rogério Marinho. O senador, porém, tem no horizonte conseguir se eleger governador do Rio Grande do Norte no próximo pleito.

    Embora de perfil mais moderado, Tereza Cristina é favorável à maioria das agendas defendidas por aliados do ex-presidente, como a anistia aos condenados pelo 8 de janeiro e pela trama golpista e um eventual andamento de ações contra ministros do Supremo Tribunal Federal em caso de comprovado descumprimento das regras jurídicas.

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