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Na volta, Eike estava ‘calmo e sereno’, dizem companheiros de voo

Passageiros relataram que o empresário até dormiu durante a viagem de Nova York ao Rio; ele saiu da aeronave escoltado por agentes da PF e sem algemas

Por Luísa Bustamante - Atualizado em 30 jan 2017, 22h14 - Publicado em 30 jan 2017, 11h28

Sem sair pelo portão de desembarque internacional do aeroporto do Galeão, o empresário Eike Batista, que se entregou hoje à Polícia Federal, frustrou quem esperava sua chegada. Já os passageiros que estavam no vôo 793 da American Airlines, mesmo voo de Eike, afirmaram que ele estava “calmo e sereno”.

O empresário Nestor Wright, que se sentou perto do Eike, disse que ele conversou sobre amenidades e, logo em seguida, dormiu. O americano David Barton sentou ao lado do empresário na classe executiva do avião e disse que, assim que aterrissaram, o piloto pediu que os passageiros esperassem cinco minutos para que Eike pudesse ser retirado da aeronave. O empresário pegou a mala e saiu sem algemas ao lado de agentes da PF.

Outros passageiros também destacaram a frieza de Eike. O empresário Sergio Padovani afirmou que não sentiu pena do ex-bilionário. “Não fiquei com dó dele, enquanto ele estava com Lamborguini na sala, eu estava ralando”, afirmou se referindo ao veículo de luxo que Eike mantinha em sua sala.

A saída dos passageiros foi acompanhada pela imprensa, curiosos e parentes de pessoas que estavam no voo. Entre eles, um se arriscou a defender o empresário, acusado de pagar propina milionária ao ex-governador Sérgio Cabral (PMDB). “Eike trouxe empregos pro Brasil. Os orixás não vão deixar ele mentir e a função dele é espiritual. Na delação, ele vai alertar como tem ladrão na política”, disse Roberval Uzeda, conhecido como Pai Uzeda Babalaorixá.

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