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Ex-vice de Marina reúne candidatos do PT ao Partido Novo

Fundada por vice de Marina em 2010, Raps quer combater 'status quo' de forma apartidária apoiando nomes de segmentos e ideologias diversas

O que uma jovem militante do PSOL, um líder de movimentos a favor do impeachment de 2016, um ex-ministro da Cultura e um representante da população indígena têm em comum? A princípio, pouco ou quase nada. A não ser o fato de que deverão fazer parte de uma mesma lista de candidatos nas eleições de 2018: a da Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (Raps).

Com um espectro partidário que vai do PT ao Partido Novo, o movimento comandado pelo empresário Guilherme Leal, candidato a vice-presidente na chapa de Marina Silva em 2010, reuniu seus 100 novos integrantes durante um encontro em São Paulo. Fundada em 2012, a Raps tem poucas causas em comum entre seus membros e se define como “um centro de atração, capacitação e apoio de lideranças”.

O foco é renovar garantindo princípios éticos e compromisso com a sustentabilidade, deixando quase todo o restante livre para os candidatos decidirem, o que explica a pluralidade dos selecionados. Em sua fala, Leal deixou claro: a ideia é, basicamente, combater o “status quo” das elites políticas atuais. “O eleitor quer isso”, atestou.

Essencialmente, os novos “líderes Raps” não ganharão nem pagarão nada para fazer parte do grupo. Apenas vão integrar uma mesma “rede”, que terá aulas e orientação para construir candidaturas ao pleito. Se forem eleitos, explica Marcos Vinícius de Campos, diretor-geral da entidade, a expectativa é que formem uma espécie de bancada, a semelhança de outras, como as “do boi”, “da bala” e “da bíblia”.

“É uma coalização pela sustentabilidade”, define, argumentando que, além do Meio Ambiente, entram na proposta o combate à corrupção e o ideal de renovação. “Queremos impactar na governança para criar uma rede lideranças que faça uma agenda de transformação do Brasil em sociedade sustentável”, completou Campos.

Somados aos que ingressaram nos últimos anos e permaneceram, serão 208 nomes postos, a maioria (102) para o legislativo federal. Nem todos são novatos na disputa, já que a lista da Raps conta com catorze dos atuais deputados, como Alessandro Molon (PSB-RJ). Entre os estreantes, estão o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero e o engenheiro João Campos (PSB), apontado como herdeiro do pai, Eduardo Campos.

Convidado por “vários partidos”, Calero ainda não fechou com nenhum, mas confessou a VEJA que uma “conversa avançada” é com o PPS. O ex-ministro ficou conhecido em 2016, quando deixou a pasta após denunciar pressões indevidas do então articulador político do governo Temer, Geddel Vieira Lima (MDB), hoje preso pela Lava Jato.

Já o voo de outros será no Executivo. É o caso de Rogério Chequer, fundador do movimento Vem Pra Rua. Aprovado na Raps e filiado ao Partido Novo, Chequer concorrerá ao governo de São Paulo em outubro.

Mantido com doações de pessoas físicas e jurídicas – Maria Alice Setúbal, herdeira do Itaú, faz parte do seu conselho; um dos homens mais ricos do Brasil, Jorge Paulo Lemann é outro apoiador através da sua fundação –, o grupo vai se limitar a oferecer formação, o networking e os aliados.

Em relação a principal dificuldade das pequenas candidaturas, o dinheiro, haverá ajuda, mas ficará restrita a um projeto independente da Raps que selecionará outros vinte nomes e terá seu resultado divulgado na quarta-feira. Estes líderes – que podem ou não serem ligados ao grupo geral – receberão cerca de 30.000 reais ao todo, por um período de seis meses de formação política.

Entre os que ficarem de fora, muitos não devem se incomodar: trinta dos nomes do grupo liderado por Guilherme Leal também foram aprovados pelo RenovaBR, programa apoiado por Luciano Huck e gerido pelo empresário Eduardo Mufarej, que financia cem pré-candidatos com bolsas que vão de 5.000 a 12.000 mensais.

São esses os casos de Calero e do hacker Pedro Markun (Rede), possível candidato a deputado em São Paulo, entre outros. Entre as iniciativas dos dois grupos, por sinal, há certa rivalidade. “O Renova copiou a gente, porque já temos o projeto da Fundação Lemann com a Raps [de bolsas para formação] desde agosto”, afirmou Marcos Vinícius de Campos.

Partidômetro

Na próxima segunda-feira, a entidade vai divulgar uma plataforma de avaliação dos partidos em relação a sustentabilidade e transparência, o “Partidômetro”. O sistema foi citado durante a apresentação da cientista política Mônica Sodré e causou uma pequena saia justa: pouco depois de dizer que a maior parte dos nomes da Raps está na Rede Sustentabilidade e no Novo, trouxe PT e PSB como os que mais se destacam na área.

Foi uma saia justa prevista, uma vez que Mônica se apressou para explicar que se trata de uma metodologia aplicada a dados concretos e que os resultados não levam em conta outros aspectos políticos. Portanto, servindo aos candidatos para situar as legendas pelas quais pretendem disputar o pleito, mas sem dar uma resposta definitiva sobre a escolha da sigla.

Comentários

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  1. Marcos Ficarelli

    Nessa jogada o PSDB não existe, não? Só existem os outros? Mesmo assim, “pode achar o que quiser”? E a administração pública como fica? Um pandemônio? Tem alguem que entende de governo para ensinar alguma coisa ou é só o “novo”, onde não existe governo, não existe povo … nada?

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  2. Democrata Cristão (Liberdade de Expressão é meu direito CF 88 art 5 e art 220)

    Uma salada de siglas mas tudo de viés de esquerda. Mudaram as siglas mas não a cabeça.

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  3. Ataíde Jorge de Oliveira

    😮
    Dï-£O-&Ï
    P/q o QUIS:
    A i m b e c i l i d a d e
    TOMOU
    E$ÇE mundo para $ÇÏ,pT
    — Eis aí :
    @MO$TRA de Q
    NãO há “R E S G A T E” Àªªª
    ªªªÀ VISTA,VEjA,PT–NEM@PRAZO 😮

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  4. Democrata Cristão (Liberdade de Expressão é meu direito CF 88 art 5 e art 220)

    Anos e anos a esquerda vem cozinhando o Brasil e a mente do brasleiro e por isso estamos nessa merd4.

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  5. só muda a bosta pq a mosca é a mesma!!

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  6. Benjamin Rodrigues

    os corrptos velhos

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