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Davi Alcolumbre é eleito presidente do Senado

Parlamentar do DEM derrotou Renan Calheiros, que retirou sua candidatura durante a disputa, e venceu a eleição com 42 votos

Por Da redação 2 fev 2019, 18h58 | Atualizado em 3 jul 2026, 10h00
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O senador Davi Alcolumbre, do DEM do Amapá, foi eleito em primeiro turno neste sábado o novo presidente do Senado Federal. Apoiado por opositores de Renan Calheiros (MDB-AL) e por parte da base do governo Jair Bolsonaro, o parlamentar derrotou o cacique, que desistiu de última hora e terminou o pleito com apenas 5 votos. Renan acusou o processo de não ser “democrático” e de ter virado um “constrangimento”. Alcolumbre vai cumprir um mandato de dois anos no comando da Casa.

Em seu primeiro discurso no novo cargo, o senador sinalizou apoio às reformas e prometeu acabar com as votações secretas no Senado. “Esta será a sessão derradeira do segredismo”, afirmou. “Só com a transparência em todas as nossas práticas, o Senado reconquistará seu prestígio”, acrescentou. O novo presidente da Casa disse ainda que “as críticas das ruas” não devem ser temidas, mas sim ouvidas “com atenção”.

Depois de uma disputa dura – marcada por manobras e troca de farpas –, Alcolumbre estendeu a mão aos adversários e assegurou que terá disposição para o diálogo. “Não conduzirei um Senado de revanchismo.”

Aos 41 anos, o senador é comerciário com formação incompleta em Ciências Econômicas. Na eleição de 2018, disputou o governo do Amapá. Ele perdeu a eleição para Waldez Góes (PDT).

Antes do pleito, três candidatos desistiram da disputa. Major Olimpio (PSL-SP), Alvaro Dias (Podemos-SP) e Simone Tebet (MDB-MS) abandonaram a corrida para concentrar os votos em Alcolumbre. Olimpio e Dias argumentaram que a fragmentação acabaria beneficiando Renan e, por isso, aceitaram sair da disputa. Já Simone Tebet registrou sua candidatura avulsa de última hora para poder discursar durante a sessão. Mas, quando Alcolumbre fez o seu discurso como candidato, ele pediu à senadora que abrisse mão de sua pretensão. Ela aceitou e declarou seu voto para o colega.

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82 votos e 81 senadores

A eleição – marcada desde sexta-feira por confusão – ganhou um novo e infame capítulo neste sábado. A primeira tentativa de pleito teve de ser anulada depois da constatação de que a urna continha 82 votos, um a mais do que o número de senadores. Além disso, duas cédulas estavam fora do envelope, como seria o correto.

Diante da irregularidade, a Mesa Diretora decidiu pela realização de uma nova eleição. No pleito, também serão usadas cédulas. O impasse revoltou alguns dos senadores, que acusaram “fraude” no processo. Outro ironizou: “Manda o Toffoli decidir”.

Senadores abrem votos

Tanto na primeira quanto na segunda votação, senadores contrários a Renan optaram por revelar seus votos – declarando suas escolhas no microfone ou até mesmo mostrando a cédula de votação ao plenário. A estratégia foi uma solução para “driblar” a votação secreta, determinada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, na manhã deste sábado, atendendo a pedido do Solidariedade e do MDB. A atitude dos opositores irritou Renan, que, ao anunciar sua desistência, acusou o grupo de estar tentando “constranger” a maioria. “Não vou me submeter”, afirmou.

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A retirada da candidatura do principal rival acabou abrindo caminho de vez para a vitória de Alcolumbre, confirmada minutos depois com a abertura da urna.

Confira o resultado final da eleição no Senado:

Davi Alcolumbre (DEM-AP): 42 votos
Esperidião Amin (PP-SC): 13 votos
Angelo Coronel (PSD-BA): 8 votos
Reguffe (sem partido-DF): 6 votos
Renan Calheiros (MDB-AL): 5 votos
Fernando Collor (Pros-AL): 3 votos

(Com Estadão Conteúdo)

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