Como a imprensa internacional repercutiu os atos bolsonaristas no Brasil
Veículos de grande porte como 'The NY Times' e 'The Guardian' não publicaram uma linha sobre as manifestações
Os atos bolsonaristas realizados em mais de vinte cidades brasileiras neste domingo, 1º, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), não tiveram grande destaque na cobertura da imprensa internacional.
Veículos de grande porte como o americano The New York Times, o britânico The Guardian, o francês Le Monde e o espanhol El Mundo ignoraram completamente as manifestações bolsonaristas deste domingo. Sites de redes de televisão como BBC, CNN e CNBC também não citaram os atos puxados pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
O jornal americano The Washington Times foi um dos poucos que falaram dos eventos e destacou o esforço do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro de se mostrar como o grande nome da direita, capaz de unificar o campo, além de falar das faixas em que havia escrito “Bolsonaro Livre” (em inglês) e a presença de bandeiras dos Estados Unidos. Além disso, o veículo também falou da acusação de Flávio de que o STF estaria “destruindo a democracia”. O texto original foi publicado pela agência de notícias AP News e também foi compartilhado pela rede ABC News.
Os atos foram mobilizados por Nikolas com o tema “Acorda, Brasil”. Em seu discurso, inflamado, o deputado xingou o presidente Lula de bandido, corrupto e ladrão e pediu a prisão de Moraes. Servindo de palanque presidencial para Flávio, o espaço tornou-se menos virulento quando ele tomou o microfone, a partir de um discurso mais brando e com acenos a aliados como o próprio Nikolas, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o pastor Silas Malafaia.
Tarcísio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) não participaram do maior dos atos (e em nenhum outro), realizado na Avenida Paulista, no centro de São Paulo, na tarde do domingo. Os governistas disseram que as ações foram um fracasso e que mostram a fraqueza eleitoral de Flávio.





