Colunistas de VEJA analisam a direita dividida e as revelações do caso Master
Os principais temas da semana são analisados no programa Os Três Poderes
O programa Os Três Poderes desta sexta, 30, às 11h, analisa os dilemas da direita na corrida eleitoral e os novos capítulos do caso Master, que esquentou com a quebra de sigilo autorizada pelo ministro do STF Dias Toffoli. O editor Ricardo Ferraz apresenta a live, com comentários de Robson Bonin, José Benedito da Silva e Mauro Paulino, transmitida no canal VEJA+ e nas plataformas digitais de VEJA.
Na terça, 27, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, o primeiro nome da direita a lançar candidatura a presidente da República, em abril de 2025, fez um movimento que inaugurou um novo capítulo na corrida ao Planalto. Em um gesto que surpreendeu o mundo político, anunciou que estava trocando o União Brasil pelo PSD, onde já há mais dois potenciais presidenciáveis — os governadores Ratinho Junior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul).
Segundo o cacique da legenda, Gilberto Kassab, o que tiver melhor condições de se viabilizar nos próximos meses será bancado pelo partido. A mobilização mostra a tentativa de consolidar uma candidatura forte, que abarque do centro à direita, sem a influência do clã Bolsonaro — que lançou Flávio Bolsonaro (PL) — e resistente a qualquer tentativa de cooptação do lado governista. Diante do leque de opções, no entanto, há uma disputa, que já se inicia, para provar quem tem as melhores condições para avançar de fase e enfrentar Lula, com chances reais de vitória, no embate final em outubro. Reportagem de capa da edição analisa os movimentos da direita.
Caso Master avança com quebra de sigilo
Há dois meses na condução do caso do Banco Master no STF, Dias Toffoli aguarda a análise de provas realizada pela Polícia Federal para decidir os próximos passos da apuração. O teor dessas informações é que vai ditar a sequência do inquérito, e não pressões de qualquer natureza. Na quinta, 29, o sigilo do caso foi quebrado e vídeos dos depoimentos, divulgados.
O futuro da investigação — no STF ou não — depende da extensão da obra de Daniel Vorcaro. “Continuo a conduzir o caso se houver indícios de pessoas com foro. O parecer inicial da PGR foi para que a apuração ficasse no STF para colheita de provas”, disse Toffoli ao Radar. Confira a nota da coluna.





