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Caso Master e o STF: “O bloco da Polícia Federal pode sair na rua no Carnaval”

Polícia Federal comunica indícios contra ministro diretamente à presidência da Corte e amplia tensão institucional em meio ao caso Banco Master

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 fev 2026, 14h57 • Atualizado em 13 fev 2026, 15h03
  • A crise envolvendo o Banco Master ganhou um novo capítulo — e um novo protagonista. A Polícia Federal decidiu comunicar diretamente ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a existência de indícios envolvendo o ministro Dias Toffoli, relator do caso na Corte, que foi afastado da relatoria e trocado por André Mendonça (este texto é um resumo do vídeo acima).

    O movimento, descrito nos bastidores como incomum, foi interpretado como sinal claro de desgaste entre o relator e os investigadores. O tema foi debatido no programa Os Três Poderes desta sexta, 13.

    A PF contornou o relator?

    Segundo o colunista Robson Bonin, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, levou o material ao presidente do STF com base na legislação que prevê comunicação à chefia da Corte quando surgem indícios envolvendo um ministro.

    “Foi um procedimento em que a Polícia Federal comunicou ao presidente do Supremo que existiam indícios que precisariam ser investigados envolvendo as relações do ministro Toffoli com o banqueiro Daniel Vorcaro”, afirmou Bonin.

    A decisão de não passar pelo relator expôs uma fissura institucional. “Foi uma atitude clara de descompasso entre quem investiga e quem conduz a investigação”, acrescentou.

    O Carnaval pode ser explosivo?

    Nos bastidores, cresce a expectativa por novas diligências. “Quem espera um Carnaval tranquilo pode aguardar”, disse Bonin. “O bloco da PF pode sair na rua.”

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    Há ainda relatos de que futuras apurações podem mencionar o ministro Alexandre de Moraes, cuja esposa firmou contrato milionário para atuar na defesa de Vorcaro — ponto que já gerou desconforto dentro da Corte.

    A PF agiu fora da regra?

    Ministros sustentam reservadamente que a Polícia Federal teria avançado sem autorização judicial. A corporação nega.

    Segundo a jornalista Marcela Rahal, a PF afirma ter seguido a Lei Orgânica da Magistratura, que determina a comunicação ao presidente do STF quando surgem indícios contra um ministro.

    “O que os ministros acham é que a PF agiu sem autorização judicial. A PF diz que cumpriu a lei”, relatou Marcela.

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    A divergência jurídica rapidamente se tornou crise política.

    Por que a CPMI não sai do papel?

    No Congresso, a pressão aumenta para a instalação de uma CPI ou CPMI sobre o Banco Master. O senador Eduardo Girão cobrou a leitura do requerimento pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, condição necessária para oficializar a comissão.

    A leitura, até agora, não ocorreu.

    Senadores da oposição acusam integrantes do Centrão de atuar para esfriar o caso. O senador Renan Calheiros chegou a falar em tentativa de “abafar” o escândalo.

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    A crise é jurídica ou eleitoral?

    As duas coisas.

    O STF já era alvo de críticas pela atuação nos processos ligados aos atos de 8 de Janeiro. Agora, o caso Banco Master amplia o desgaste ao envolver relações entre ministros e um banco sob investigação.

    Para a oposição, é combustível eleitoral. Para o governo, é instabilidade institucional. Para o Supremo, é uma crise que deixou de ser interna.

    E a Polícia Federal sinaliza que não pretende recuar.

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    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

     

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