Caso das joias, que mira Jair Bolsonaro, pode terminar na gaveta
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A segunda fase da operação Compliance Zero, que levou o banqueiro Daniel Vorcaro para atrás das grades outra vez, teve novos desdobramentos nesta quinta-feira, 5. Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular dele mostram Vorcaro chamando o senador Ciro Nogueira, que é presidente do PP, de “amigo de vida”. O banqueiro também comemorou a apresentação de uma PEC que beneficiaria as transações do Banco Master. Ciro Nogueira disse nessa quinta que não há nada de inadequado nas suas conversas com Vorcaro.
Um dos casos mais sensíveis para o ex-presidente Jair Bolsonaro pode terminar na gaveta. A Procuradoria-Geral da República enviou um parecer ao Supremo Tribunal Federal pedindo para arquivar o caso das joias. O argumento de Gonet é que a lei não é clara em casos como esse. A legislação não diz expressamente qual é o destino correto dos presentes recebidos pelo presidente da República durante o exercício do cargo. Quando a Polícia Federal concluiu as investigações, Bolsonaro chegou a ser indiciado, ou seja, para a PF, ele cometeu crimes e deveria ser responsabilizado por eles. A PGR, que tem poder para propor ação penal, discordou. O parecer de Gonet agora vai passar pela análise do ministro Alexandre de Moraes, que é o relator do caso.
E ainda falando de Justiça, uma das varas da infância do Rio de Janeiro determinou a apreensão do adolescente de 17 anos suspeito de participar do estupro coletivo de uma também adolescente em Copacabana. Como ele é menor de idade, seu nome está protegido por sigilo. A apreensão, no Estatuto da Criança e do Adolescente, é equivalente à prisão. A Polícia Civil foi na casa do rapaz nesta quinta e não o encontrou. Por isso, ele é considerado foragido. Os outros quatro autores do estupro coletivo já se entregaram. Esse adolescente de 17 anos é o ex-namorado da vítima e teria sido o responsável por atraí-la até o lugar do crime.






