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Candidatura de Bia Kicis embaralha disputa no DF e gera especulações sobre Michelle

Entrada de aliada do clã Bolsonaro é vista como um indício de que a ex-primeira-dama pode mergulhar numa campanha nacional

Por Marcela Mattos Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 nov 2025, 13h54 •
  • No fim de outubro, a deputada Bia Kicis (PL-DF) organizou um grande ato para sacramentar a sua candidatura ao Senado. O evento, que reuniu mais de 1.000 pessoas em um clube da capital, contou com a presença de figuras como o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que se disse empenhada em trabalhar para eleger a aliada. Poderia ser apenas um evento político corriqueiro, mas importantes caciques e observadores políticos viram no palanque um projeto ainda mais ambicioso.

    Até então, se desenhava uma dobradinha com Michelle e o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), disputando na mesma chapa as duas cadeiras na Casa Alta. A entrada de uma correligionária embaralhou a corrida, deixou o governador irritado e foi tratada como uma maneira de garantir uma vaga do PL no Senado, arena em que os bolsonaristas trabalham para formar maioria a partir de 2027, caso a ex-primeira-dama decida ingressar numa chapa presidencial.

    Com o ex-presidente Jair Bolsonaro condenado e às voltas com a prisão, Michelle é uma das opções para ser a sua sucessora. Cardeais do Centrão tratam como imbatível uma candidatura formada por ela e um governador da centro-direita – de preferência, com o paulista Tarcísio de Freitas na cabeça da chapa.

    Além de estruturar uma dança das cadeiras para um projeto nacional, a entrada de uma segunda opção do PL na disputa ao Senado cumpre outro objetivo: o de afastar o governador do DF, que sofre resistência da militância bolsonarista e de uma relevante ala do partido. Ibaneis Rocha, é claro, não gostou nada de ter sido rifado e buscou dirigentes do PL para deixar clara a insatisfação – ele aparece em segundo lugar nas pesquisas, atrás somente da ex-primeira-dama.

    Enquanto isso, Bia Kicis rejeita ser uma candidata provisória, diz não ver problemas em o partido ocupar as duas cadeiras e garante que seguirá na disputa mesmo se a ex-primeira-dama estiver no páreo, acreditando numa vitória das duas. “Lancei a minha pré-candidatura com o apoio da Michelle, do Bolsonaro e do meu partido. Sou candidata em qualquer circunstância”, disse a VEJA.

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    Aliada de primeira hora dos Bolsonaros, Bia Kicis tem entre as bandeiras, se eleita, pressionar pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes – possibilidade que o governador do DF rechaça. Esse seria só um dos motivos para a resistência ao nome dele entre a claque mais radical. A operação da Polícia Federal contra uma suspeitíssima negociação envolvendo o Banco Master ajudou a aumentar essa distância.

    Ibaneis Rocha foi o principal articulador da aquisição do Master pelo Banco de Brasília – proposta que posteriormente acabou barrada pelo Banco Central, que encaminhou o caso à PF. Segundo as investigações, o BRB comprou 12 bilhões de reais em carteiras de crédito por “pura camaradagem” e como uma maneira de mascarar a bancarrota da entidade comandada por Daniel Vorcaro.

    Efeitos na disputa ao governo do DF

    A compra do Master seria uma das últimas ações do governador no mandato e, de uma suposta vitrine, acabou virando uma tremenda dor de cabeça. Opositores passaram a cobrar a criação de uma CPI para apurar as fraudes e a renúncia ou o afastamento judicial da cúpula do governo do DF – tiroteio que inclui a vice-governadora e candidata ao governo em 2026, Celina Leão (PP). “A Celina é ativa no governo, às vezes é até mais atuante que o governador e precisa explicar por que o GDF insistiu tanto nessa compra”, afirma Ricardo Cappelli (PSB), ex-interventor na Segurança Pública da capital após os ataques do 8 de janeiro e que também pleiteia o Palácio do Buriti.

    Enquanto a candidatura do governador para o Senado foi abalada, a campanha de Celina tenta seguir ilesa. Ela é aliada de primeira hora da ex-primeira-dama, ganhou a alcunha de “candidata da Michelle” e acabou forçando a saída do PL do ex-governador José Roberto Arruda, que também almeja disputar a próxima eleição. Hoje, os dois estão empatados nas pesquisas de opinião.

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