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Campanha de Lula avalia que debate não mudou jogo eleitoral

Petista diz estar confiante na vitória no primeiro turno

Por Lucas Vettorazzo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 30 set 2022, 13h18 - Publicado em 30 set 2022, 10h09

A campanha de Lula (PT) avaliou que o desempenho do ex-presidente no debate desta quinta-feira, 29, foi bom, mas que não foi suficiente para mudar a corrida eleitoral à Presidência. Já os bolsonaristas viram desgaste do rival e festejaram o resultado.

Quem achava que a performance do petista no encontro poderia ser decisiva para que ele liquide a fatura no próximo domingo terá que esperar mais dois dias até a data do pleito.

O debate começou às 22h30 e, em razão de uma série de pedidos de direito de resposta dos candidatos, o programa se estendeu até 2h. Em evento no Rio nesta sexta-feira, 30, Lula reclamou do horário do debate e disse que ele não contempla o eleitor que precisa acordar cedo para trabalhar.

“É uma coisa inexplicável [o debate ser tão tarde]”, disse Lula. “Poderia ser feito em um sábado à tarde para abrir espaço para a população trabalhadora, porque não dá para achar que depois de meia-noite ainda tem gente assistindo.”

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Lula reconheceu que o debate é a chance de os candidatos ficarem frente a frente e de “trocarem farpas”, mas o programa como ele é concebido atualmente, segundo ele, não teria o condão de mudar o cenário eleitoral. Apesar disso, ele disse esperar que “a eleição termine no domingo”. “Estou confiante para encerrar essa disputa no primeiro turno”, disse.

O ex-ministro Aloizio Mercadante partilha da mesma impressão, de que o jogo terá um desenlace definitivo no próximo domingo. Segundo ele, pesquisa qualitativa encomendada pelo PT para o debate indicou que Lula foi vitorioso entre os indecisos, com menções elogiosas ainda a Simone Tebet (MDB) e a Ciro Gomes (PDT). “Quem mais perdeu no debate foi o Bolsonaro”, disse ele, que afirmou ainda que, a despeito disso, o encontro televisivo atrai “mais as pessoas que gostam de política” do que o eleitor em geral.

O ex-ministro petista Gilberto Carvalho também afirmou que o debate não mudou a corrida como ela está posta atualmente. Ele disse avaliar que nem mesmo o momento em que Lula perdeu a cabeça e bateu boca com o Padre Kelman (PTB) foi suficiente para mudar a impressão do eleitor, principalmente o indeciso.

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“Se ainda houvesse propaganda em que os candidatos pudessem explorar imagens do debate, como era antigamente, até poderia haver algum impacto, mas do jeito que está não muda o jogo”, disse.

O consenso geral entre petistas e aliados foi que Jair Bolsonaro (PL) foi o grande perdedor do debate, ao se aliar à figura controversa do Padre Kelman, ao não responder sobre acusações de corrupção e ao focar em ataques aos adversários.

A deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) disse que Bolsonaro deixou claro o seu despreparo para ocupar o cargo de presidente e que Ciro mostrou que “tem conhecimento, mas é uma pessoa desvairada”.

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“Parecia que havia um acordo entre o Ciro, o padre e o Bolsonaro. Na verdade todos ali estavam contra o Lula e ele foi muito bem, teve uma boa performance. Apesar disso, não vai ser o debate que vai mudar o resultado dessa eleição”, disse ela.

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