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A vitória de Lula sobre o bolsonarismo no caso do tarifaço, segundo a Genial/Quaest

Levantamento divulgado pelo instituto de pesquisa aponta que governo saiu fortalecido após revogação das sobretaxas de importação de produtos brasileiros

Por Isabella Alonso Panho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 dez 2025, 15h44 •
  • Um levantamento divulgado pela Genial\Quaest nesta terça-feira, 16, mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT saíram fortalecidos do episódio do tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em novembro, o mandatário americano retirou a sobretaxa de 40% da maioria dos produtos brasileiros — isso ocorreu após ele ter se encontrado com o presidente brasileiro.

    Segundo os dados da pesquisa, 54% dos eleitores afirmaram que o petista se saiu melhor no embate das sobretaxas de importação de produtos brasileiros, enquanto apenas 24% viram o ex-presidente Jair Bolsonaro da mesma forma. Nesse mesmo recorte do levantamento, 12% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder e 10% disseram que nenhum dos dois (Lula e Bolsonaro) se saíram bem do episódio.

    Quaest - Lula e o tarifaço
    Quaest – Lula e o tarifaço (Genial/Quaest/Reprodução)

    O resultado é um duro golpe para o bolsonarismo porque o filho do ex-presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), articulou com afinco nos Estados Unidos, para onde se mudou, a imposição de sanções do governo americano ao país. O objetivo era tentar forçar o Judiciário brasileiro a livrar o pai da condenação por tentativa de golpe de estado, o que não ocorreu — Jair Bolsonaro já está preso na Polícia Federal cumprindo a pena de 27 anos de prisão após ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal.

    Em outro ponto da pesquisa, a maior parte dos eleitores avaliou que o atual presidente foi importante na redução das tarifas — 43% disseram que Lula foi muito importante e 28%, que foi importante, fatia que soma 71% dos entrevistados –, enquanto somente 23% avaliam que o petista não teve importância no caso.

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    Embora os números sejam mais promissores para Lula nas fatias do eleitorado que se identificam como lulistas ou de esquerda, entre a direita também há reconhecimento do seu papel. Entre os não bolsonaristas, 36% acham que Lula foi importante e 20%, que foi muito importante na negociação do tarifaço (veja gráfico abaixo).

    Trecho da pesquisa divulgada pela Genial\Quaest nesta terça, 16
    Trecho da pesquisa divulgada pela GenialQuaest nesta terça, 16 (Genial\Quaest/Reprodução)

    A sobretaxa de importação de produtos brasileiros foi imposta ao Brasil pelo governo de Donald Trump em julho e começou a valer em agosto. Ao anunciar a decisão, o presidente americano disse que a medida era uma retaliação às autoridades pela iminente condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro no caso do golpe de estado. Na época, Trump chegou a dizer que o Brasil estava fazendo uma “caça às bruxas” contra os acusados da trama golpista.

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    O filho do ex-presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), assumiu a autoria da costura que levou ao tarifaço, assim como anunciou que a inclusão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e sua esposa na lista de sancionados pela Lai Magnitsky, teve as suas digitais.

    Lula primeiro reagiu de forma crítica às sanções dos EUA e o STF não cedeu à pressão internacional, não apenas condenando como também expedindo uma ordem de prisão para Bolsonaro começar a cumprir a pena de 27 anos e três meses a que foi condenado por tentar dar um golpe de estado. Em um segundo momento, Lula começou a dialogar com Trump e obteve uma redução parcial do tarifaço. Na última sexta, o governo americano também retirou Moraes da lista da Magnitsky. Além de ter fortalecido o governo Lula, Eduardo saiu isolado e enfraquecido politicamente.

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