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A maior preocupação de Lula e Flávio no primeiro ato de campanha

Campanhas apostam no simbolismo dos locais, mas também monitoram o tamanho das multidões para evitar imagens de esvaziamento

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 ago 2026, 22h06 | Atualizado em 11 ago 2026, 10h34
A maior preocupação de Lula e Flávio no primeiro ato de campanha Priorizar nos meus resultados Google

Os primeiros atos de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro terão um componente que vai além do simbolismo político: o tamanho das multidões. Em participação no VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, Gabriel Sabóia, repórter da coluna Radar, afirmou que as duas campanhas estão preocupadas com o volume de pessoas nos eventos e com o efeito que imagens aéreas e registros das ruas poderão produzir na disputa presidencial. (este texto é um resumo do vídeo acima)

Por que o tamanho da multidão virou preocupação?

Lula escolheu um estádio em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, para seu primeiro ato. A cidade tem ligação com a trajetória política do presidente, e a campanha trabalha com a expectativa de reunir 25.000 pessoas. Segundo Sabóia, existe uma preocupação nos bastidores do PT em alcançar esse número para evitar que um público menor seja explorado pela campanha adversária como sinal de fragilidade.

O repórter da coluna Radar destacou que o objetivo é garantir uma imagem de força logo no início da campanha. O tamanho da mobilização, nesse contexto, passa a ser observado não apenas pelos participantes, mas também pelas imagens que circularão durante e depois do evento.

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Por que Copacabana representa um desafio para Flávio?

Do outro lado, Flávio Bolsonaro, senador pelo Rio de Janeiro, escolheu Copacabana para seu primeiro ato. O espaço, porém, apresenta um desafio específico: a dimensão da praia e do calçadão pode fazer com que uma multidão numerosa pareça menor nas imagens.

Segundo Gabriel Sabóia, essa é uma preocupação presente entre os bolsonaristas. “É um espaço muito amplo, é uma praia, é um calçadão gigantesco. Então as imagens aéreas podem eventualmente mostrar uma Copacabana esvaziada”, afirmou.

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A expectativa mais ambiciosa entre os apoiadores de Flávio, segundo o repórter, é alcançar um público semelhante ao registrado em um ato de Jair Bolsonaro em Copacabana em 7 de setembro de 2022. Naquele momento, durante a disputa presidencial, a mobilização serviu como demonstração de força eleitoral do então presidente.

Os atos serão também uma disputa por imagens?

Na avaliação de Sabóia, sim. Os dois eventos carregam forte simbolismo por estarem associados às trajetórias políticas de Lula e da família Bolsonaro, mas também funcionarão como uma espécie de disputa visual entre as campanhas.

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A preocupação é que cada lado consiga apresentar seu evento como demonstração de força popular e, ao mesmo tempo, tente explorar eventuais imagens de baixa adesão do adversário. “Se desenha assim: são atos cheios de simbolismo, mas também uma guerra midiática imagética”, resumiu o repórter da coluna Radar.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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