A explicação de Lula sobre o encontro com Daniel Vorcaro, do Banco Master
Em entrevista, presidente diz que recebe vários presidentes de instituições financeiras e que apenas garantiu que não haveria interferência política no caso
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu detalhes nesta quinta-feira, 5, sobre o encontro que teve com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e protagonista de uma investigação por uma fraude bilionária, no Palácio do Planalto. Segundo o petista, no encontro que aconteceu em novembro de 2024, um ano antes do caso estourar, ele garantiu que não ocorreria nenhuma espécie de interferência política nas investigações que já estavam em andamento. O presidente disse, ainda, que recebe vários presidentes de bancos e de empresas para conversas.
O encontro entre Lula e Vorcaro aconteceu a pedido do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega (que fez parte do segundo mandato do petista). O banqueiro queria conversar com o presidente sobre uma suposta perseguição que ele estaria sofrendo. Rui Costa, ministro da Casa Civil e Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, participaram da conversa a pedido de Lula
“O que eu disse para ele? ‘Não haverá posição política pró ou contra o Banco Master. O que haverá será uma investigação técnica feita pelo Banco Central’. Foi essa a conversa. ‘Você fique tranquilo que a polícia não entrará na investigação do seu banco, o que vai entrar é a competência técnica do Banco Central para saber se está errado ou se não está errado, se você quebrou, se não quebrou'”, disse Lula em entrevista ao UOL nesta quinta.
Instantes depois, Lula disse que no seu mandato já recebeu presidentes do Itaú, do Bradesco, do Santander e do BTG, o que seria praxe na sua agenda.
Daniel Vorcaro foi preso em 17 de novembro do ano passado enquanto embarcava em um voo particular com destino aos Emirados Árabes. Semanas depois, a Justiça o colocou em liberdade, mediante uso de tornozeleira eletrônica. O Banco Central determinou a liquidação do Master (o equivalente a obrigar a instituição a fechar as portas) por conta da venda de títulos de crédito sem respaldo. O inquérito, que começou na Justiça Federal, agora está no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Dias Toffoli.





