Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

WikiLeaks publica mais de 20 mil e-mails da campanha de Macron

Documentos hackeados não afetaram os resultados da eleição presidencial francesa

Por Da redação
Atualizado em 31 jul 2017, 12h36 - Publicado em 31 jul 2017, 12h31

O WikiLeaks publicou nesta terça-feira um arquivo de 21.075 e-mails associados com a campanha eleitoral do presidente da França, Emmanuel Macron. As datas das mensagens vão de 20 de março de 2009 até 24 de abril de 2017. O formato de publicação pelo WikiLeaks permite a realização de buscas por palavras no corpo do texto, por nome de arquivos anexos e por endereço eletrônico.

Os e-mails causaram agito quando foram publicados dois dias antes das eleições presidenciais na França, que aconteceram no dia 7 de maio. Na época, a campanha de Macron divulgou um comunicado em afirmou que um ataque “em massa e coordenado” levou ao vazamento “nas redes sociais de informações internas de diversas naturezas” e denunciou que os arquivos roubados – que além de e-mails incluíam, documentos contábeis e contratos – “foram obtidos semanas antes, graças ao ataque hacker de endereços de e-mail pessoais e profissionais de dirigentes do movimento”.

Ao contrário dos efeitos que vazamentos tiveram na campanha presidencial dos Estados Unidos, o vazamento teve pouco impacto na disputa pelo Palácio do Eliseu. Macron derrotou sua adversária Marine Le Pen com facilidade. A atualização do WikiLeaks, no entanto, pode chamar mais atenção para os arquivos e afetar o presidente, que em julho registrou a maior queda de popularidade dos últimos 22 anos para os três primeiros meses de governo. O líder do partido República em Marcha! viu sua aprovação cair de 64% para 54% do segundo para o terceiro mês de seu mandato, segundo levantamento do Instituto Francês de Opinião Pública (Ifop).

Logo após o vazamento das informações, uma consultoria de inteligência cibernética de Nova York, a Flashpoint, afirmou haver indícios de que um grupo de hackers com laços com a inteligência militar russa esteve por trás do ataque. Outras consultorias confirmaram a suspeita e disseram se tratar do mesmo envolvido na invasão dos servidores do Partido Democrata, nos Estados Unidos, no ano passado. O presidente da Rússia Vladimir Putin negou veementemente qualquer interferência em eleições estrangeiras. De acordo com o chefe da agência de cibersegurança da França, não há evidências que liguem os e-mails da campanha de Macron a outro agente, dizendo que “pode ser qualquer um”.

(com Estadão Conteúdo)

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

O Brasil está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou

Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.