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Venezuela nega dissolução do Parlamento

Jorge Arreaza, chanceler da Venezuela, negou a dissolução do Parlamento e criticou as reações internacionais, as quais considerou solidariedades automáticas

O chanceler da Venezuela, Jorge Arreaza, negou neste sábado que a medida da Assembleia Constituinte de assumir competências legislativas represente uma “dissolução” do Parlamento, como acusa a oposição, e criticou as reações internacionais, as quais considerou “solidariedades automáticas”.

“De maneira absolutamente falaz dizem que o Poder Legislativo venezuelano foi dissolvido pela Assembleia Nacional Constituinte. É o Poder Legislativo venezuelano que não reconhece a ANC como poder plenipotenciário”, disse Arreaza sobre as reclamações expressadas por diversos países.

Após uma reunião com a comissão diplomática credenciada em Caracas, o chanceler criticou o que considera “solidariedades automáticas” com o Parlamento opositor da Venezuela e se referiu especificamente à reação dos Estados Unidos, a qual classificou como um comunicado de um “novo ato de ingerência”.

O pronunciamento de Arreaza é o primeiro do governo depois que a Constituinte – instaurada pelo oficialismo em 4 de agosto para reordenar o Estado com poderes absolutos – atribuiu-se das funções legislativas ao acusar o Parlamento de sabotar o país para satisfazer sua agenda política.

Algumas das vozes com mais poder dentro da Constituinte negaram que se trate de uma dissolução do Parlamento, que pode continuar a operar em sua sede no Palácio Federal Legislativo sem que suas decisões tenham efeito.

As decisões adotadas pelo Parlamento já não tinham validade ou efeitos práticos desde que o Tribunal Supremo de Justiça determinou a nulidade de seus atos ao declarar o “desacato” do órgão eleito em dezembro de 2015, nas últimas eleições no país com participação da oposição e do governo.

(Com EFE)

Comentários

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  1. Gerador emprego

    Acabou pra Venezuela…não existe mais democracia está instalado mais uma regime ditatorial comunista….só com guerra agora….acordem pessoal…. Brasil ainda está muito perto disso…se não voltarmos ruas apoiar lava jato e pedir dissolução e substituição total STF estamos perdidos também….próximo presidente empresário nossa última chance

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