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Venezuela antecipa aprovação de histórica lei de anistia

Presidente interina Delcy Rodríguez lidera iniciativa sob pressão de Trump

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 12 fev 2026, 09h44 •
  • A Assembleia Nacional da Venezuela inicia, nesta quinta-feira 12, o debate final para a aprovação de uma lei de anistia geral sobre os 27 anos do chavismo e que pode libertar presos políticos em massa.

    A anistia é um projeto impulsionado pela presidente interina Delcy Rodríguez, que assumiu o poder após a captura de Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos em 3 de janeiro. Ela governa sob pressão de Washington e de Donald Trump, a quem cedeu parcialmente o controle do petróleo do país, e também anunciou um processo de solturas que deu liberdade condicional a mais de 400 presos políticos. Especialistas esperam que a anistia levará à saída de mais prisioneiros, sem condições.

    A secretaria da Assembleia Nacional informou que o único ponto da ordem do dia será a discussão do projeto de Lei de Anistia para a Convivência Democrática. O debate coincide com o Dia da Juventude na Venezuela, em que tradicionalmente são convocadas manifestações.

    Estudantes da Universidade Central da Venezuela, a maior do país e crítica do chavismo, convocaram uma concentração no campus, enquanto o partido do governo anunciou uma “grande marcha” em Caracas.

    Acenos

    Os deputados votaram na semana passada a favor da lei no primeiro dos dois debates. O segundo estava previsto para terça-feira, mas a sessão foi suspensa em meio à consulta pública pela qual passam as leis. Participaram juristas, líderes da oposição e familiares de presos políticos.

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    O procurador-geral Tarek William Saab também atendeu ao chamado junto a outros membros do Poder Judiciário. “Merecemos paz, que tudo seja debatido por meio do diálogo”, disse Saab em entrevista à agência de notícias AFP. Para ele, a anistia deve levar a um gesto dos Estados Unidos de libertar o deposto Maduro e sua esposa, presos em Nova York, onde aguardam julgamento por narcotráfico.

    Delcy ordenou também o fechamento da temida prisão do Helicoide, apontada pela oposição e por ativistas de direitos humanos como centro de tortura.

    Seu irmão Jorge Rodríguez, que preside a Assembleia Nacional, antecipou na semana passada que a aprovação da anistia levará à libertação de todos os presos políticos. “Sendo aprovada a lei, no mesmo dia saem todos”, prometeu nos arredores de um dos centros de detenção da Polícia Nacional em Caracas, conhecido como Zona 7.

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    Medo

    Em meio aos debates, o líder opositor Juan Pablo Guanipa saiu da prisão dentro do processo de libertações. Menos de 12 horas depois, foi novamente detido e enviado a Maracaibo (no oeste) para cumprir prisão domiciliar.

    Autoridades o acusaram de violar sua liberdade condicional após pedir eleições durante uma visita a Helicoide, onde participou de uma manifestação com familiares de presos políticos.

    Guanipa é um aliado próximo da ganhadora do Nobel da Paz e líder opositora, María Corina Machado, que esteve na clandestinidade por mais de um ano antes de fugir do país para viajar a Oslo e receber o prêmio.

    “Medo, todos temos, mas precisamos continuar lutando para que possamos falar e possamos viver em paz”, declarou o filho de Guanipa a jornalistas na porta de sua casa em Maracaibo.

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