Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90

Trump nomeia Marco Rubio e Tony Blair para ‘Conselho da Paz’ em Gaza

Divulgação de nomes de 'membros fundadores' segue anúncio, nesta semana, do início da segunda fase do cessar-fogo

Por Caio Saad Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 jan 2026, 08h28 •
  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nomeou na sexta-feira, 16, seu secretário de Estado, Marco Rubio, e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair como membros fundadores do “Conselho da Paz” na Faixa de Gaza, anunciou a Casa Branca.

    A lista de nomes também inclui, entre os sete integrantes do “conselho executivo fundador”, o enviado especial presidencial Steve Witkoff, o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, e Jared Kushner, genro do presidente americano. Os outros integrantes do conselho são o empresário bilionário americano Marc Rowan e Robert Gabriel, assistente de Trump que atua no Conselho de Segurança Nacional. Já o presidente americano vai presidir o órgão.

    + EUA anunciam segunda fase do cessar-fogo em Gaza, que prevê desmilitarização do Hamas

    O nome de Tony Blair é visto como uma escolha polêmica, uma vez que o ex-premiê teve participação central na invasão ao Iraque, em 2023.

    Segundo a Casa Branca, o Conselho da Paz vai discutir questões como “fortalecimento da capacidade de governança, relações regionais, reconstrução, atração de investimentos, financiamento em larga escala e mobilização de capital”.

    “Esse órgão estabelecerá a estrutura e administrará o financiamento para a reconstrução de Gaza até que a Autoridade Palestina conclua seu programa de reformas, conforme delineado em várias propostas, incluindo o plano de paz do Presidente Trump em 2020 e a proposta saudita-francesa, e possa retomar o controle de Gaza de forma segura e eficaz. Esse órgão recorrerá aos melhores padrões internacionais para criar uma governança moderna e eficiente que sirva à população de Gaza e seja propícia à atração de investimentos”, explica.

    Continua após a publicidade

    Será colocado em prática um plano de desenvolvimento de Trump para “reconstruir e energizar Gaza” através da “convocação de um painel de especialistas que ajudaram a dar origem a algumas das prósperas cidades modernas e milagrosas do Oriente Médio”, enquanto “uma zona econômica especial será estabelecida com tarifas preferenciais e taxas de acesso a serem negociadas com os países participantes”.

    A criação do órgão segue o anúncio, nesta semana, do início da segunda fase do cessar-fogo em Gaza, em vigor desde outubro do ano passado. No X, antigo Twitter, Witkoff, assessor de Trump para o Oriente Médio, advertiu que os EUA esperam que “o Hamas cumpra integralmente suas obrigações, incluindo a devolução imediata do último refém falecido” e que “não cumprimento acarretará sérias consequências”. A nova etapa prevê o desarmamento do grupo palestino radical e o começo da reconstrução do enclave.

    O ministro das Relações Exteriores do Egito, Badr Abdelatty, também informou que “chegou-se a um consenso sobre os membros” do comitê tecnocrático palestino de 15 pessoas que governará temporariamente a Faixa de Gaza. A formação do grupo faz parte do plano de 20 pontos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que abre caminho para o Estado da Palestina — uma ideia rejeitada por Israel.

    Continua após a publicidade

    + Meses após trégua, mais de 100 mil enfrentam fome ‘catastrófica’ em Gaza, diz relatório

    O comitê, responsável por administrar diariamente os serviços públicos e os municípios para o povo de Gaza, será supervisionado pelo Conselho da Paz e liderado pelo ex-vice-ministro palestino Ali Shaath. A coordenação entre o Conselho da Paz e o comitê tecnocrático será feita pelo diplomata búlgaro Nickolay Mladenov, ex-ministro da Defesa e das Relações Exteriores da Bulgária e enviado da ONU para o Iraque, antes de ser designado como enviado da paz para o Oriente Médio entre 2015 e 2020.

    Embora um cessar-fogo avançado pelos Estados Unidos esteja em vigor desde 10 de outubro, a situação em Gaza segue delicada, com Israel e Hamas se acusando mutuamente de ferir os termos do acordo. Autoridades de saúde vinculadas à administração do enclave afirmam que ataques israelenses já mataram mais de 400 palestinos desde o início da trégua, enquanto Tel Aviv defende que qualquer ação militar ocorreu em resposta a violações.

    Um relatório da Classificação Integrada das Fases da Segurança Alimentar (IPC, na sigla em inglês), órgão apoiado pela ONU, apontou no final de dezembro que 100 mil pessoas ainda enfrentam o mais alto nível de fome — Fase 5 na escala da IPC — e vivem em “condições catastróficas” na Faixa de Gaza. O documento reconheceu que o aumento do fluxo de ajuda humanitária após o início do cessar-fogo entre Israel e Hamas, em outubro, possibilitou um maior abastecimento de alimentos, mas advertiu que a crise humanitária não foi aplacada no enclave palestino.

    O rastro de escombros é 12 vezes maior do que a Grande Pirâmide de Gizé, no Egito. De cada 10 edifícios que antes existiam em Gaza, oito foram danificados ou arrasados. Encurralada, restou à população de Gaza tentar fugir dos bombardeios. Mais de 1,9 milhão de pessoas, ou 90% do enclave, foram deslocadas, de acordo com a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA). Em Israel, em comparação, cerca de 100.000 pessoas tiveram de deixar suas casas.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).