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Trump diz que líderes do Irã ‘querem conversar’ e levanta possibilidade de diálogo; Teerã nega

Chanceler iraniano afirmou que negociações 'não estão na agenda' e que ataques seguirão 'pelo tempo que for necessário'

Por Caio Saad Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 mar 2026, 11h24 • Atualizado em 10 mar 2026, 14h36
  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou nesta terça-feira, 10, que não está “feliz” com a escolha de Mojtaba Khamenei como novo líder do Irã, mas levantou a possibilidade de diálogo entre Teerã e Washington.

    Perguntado se estaria disposto a conversar com líderes iranianos, Trump disse: “estou ouvindo que eles querem muito conversar”.

    “É possível, depende dos termos. É possível, apenas possível (…) Se você parar para pensar, nós talvez não precisamos conversar mais, mas é possível”, disse em entrevista à emissora Fox News.

    A fala, no entanto, contrasta com declarações de autoridades iranianas. Nesta terça-feira, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o país prosseguirá com os ataques contra os Estados Unidos e Israel pelo tempo que for necessário e advertiu que nenhum litro de petróleo do Golfo será exportado enquanto a guerra prosseguir – um conflito que, segundo Trump, “terminará em breve”.

    “Estamos preparados para continuar os ataques com mísseis contra eles pelo tempo que for necessário e sempre que for necessário”, declarou Araghchi ao canal americano PBS News. O chanceler acrescentou que as negociações com Washington para acabar com o conflito “já não estão na agenda”, depois que Trump afirmou que a guerra “está praticamente concluída”.

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    No domingo, antes mesmo de Mojtaba Khamenei ser anunciado como novo líder, substituindo seu pai, Ali Khamenei, morto por ataques contra Teerã, Araghchi já havia rechaçado os apelos por um cessar-fogo. Durante entrevista à emissora americana NBC News, ele declarou que seu país precisa “continuar lutando pelo bem do nosso povo”.

    Os Estados Unidos e Israel “estão matando nosso povo, estão matando estudantes, estão atacando hospitais”, disse o diplomata, taxando ambos países de não confiáveis por terem violado a trégua firmada para encerrar uma guerra semelhante, que durou 12 dias, em junho de 2025. “E agora vocês querem pedir um cessar-fogo novamente? Isso não funciona assim”.

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    “É preciso haver um fim permanente para a guerra”, defendeu Araghchi. “A menos que cheguemos a isso, acho que precisamos continuar lutando pelo bem do nosso povo e pela nossa segurança”.

    Em resposta aos ataques conjuntos dos Estados Unidos e Israel, que começaram em 28 de fevereiro, o Irã iniciou uma ampla campanha retaliatória contra o território israelense e as nações do Golfo que abrigam bases militares americanas. Embora o regime dos aiatolás tenha negado que as ricas monarquias sejam seu alvo, que seria restrito apenas a ativos ligados a Washington (como as bases, embaixadas e consulados atingidos), autoridades árabes afirmaram à emissora americana NBC News que a saraivada contra instalações petrolíferas é proposital e visa aumentar os preços globais de energia para pressionar a Casa Branca e o governo israelense a interromperem o conflito.

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