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Trump diz que é ‘tarde demais’ para retomar negociações com Irã

Segundo o presidente norte-americano, a 'defesa aérea, a Força Aérea, a Marinha e a liderança' iranianas 'desapareceram'

Por Sara Salbert Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 mar 2026, 11h13 • Atualizado em 3 mar 2026, 11h32
  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 3, que o Irã quer manter conversas diplomáticas com o governo americano, mas que “é tarde demais”. A declaração, que vai contra falas de autoridades iranianas que que não haveria diálogo entre as partes, ocorre em meio a uma escalada do conflito no Oriente Médio, iniciado pela onda de ataques conjuntos dos EUA e Israel contra a República Islâmica, que respondeu retaliando países da região que abrigam ativos militares ocidentais.

    “A defesa aérea, a Força Aérea, a Marinha e a liderança deles (Irã) acabaram. Eles querem conversar. Eu disse: ‘Tarde demais!'”, afirmou Trump em publicação na rede social Truth Social.

    Mais cedo nesta terça, presidente norte-americano disse que os EUA “não estão onde gostariam” em relação à quantidade de armamentos de ponta que possuem em seu arsenal militar, mas que o país teria estoques “praticamente ilimitados” de armamentos de médio e médio para alto alcances.

    Em paralelo, o embaixador do Irã nas Nações Unidas, Ali Bahreini, expressou dúvidas sobre qualquer negociação com Washington.

    “No momento, estamos muito céticos quanto à utilidade de conversas”, disse. “A única linguagem para conversar com os EUA é a linguagem da defesa; não há tempo para negociação”.

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    ‘Grande onda’ ainda está por vir

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    Em discurso na Casa Branca nesta segunda, Trump disse que a guerra deve durar “entre quatro e cinco semanas”, mas já antecipou que os Estados Unidos podem ir “muito mais longe” do que isso. O presidente norte-americano citou quatro objetivos dos EUA e de Israel nessa guerra, todos ligados a destruir a capacidade militar e nuclear do Irã. A mudança de regime no país, algo que aparecia constantemente nos discursos de Trump, não entrou nessas quatro prioridades. Mais cedo nesta segunda, Trump havia dito que “a grande onda” de ataques ainda está por vir.

    Também na segunda, ao ser questionado sobre o futuro do regime iraniano em entrevista à emissora CNN, ele disse que os Estados Unidos farão mais do que ofensivas militares para ajudar o povo iraniano a retomar o controle de seu país, mas não explicou o quê. Deu indícios apenas de que, quaisquer ações que sejam essas, ocorrerão em uma fase futura. “Agora queremos que todos fiquem em casa. Não é seguro lá fora”, afirmou.

    Conflito no Oriente Médio

    As declarações de Trump ocorrem em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, desencadeado no último final de semana por ataques dos Estados Unidos e Israel contra território iraniano. Em resposta, Teerã lançou centenas de mísseis e drones contra Israel e países árabes do Golfo, danificando bases americanas, aeroportos e infraestruturas essenciais ligadas ao setor petrolífero, representando um sério desafio para o sistema de defesa aérea do Oriente Médio.

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    Os bombardeios mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e outras autoridades iranianas. Ao todo, quase 800 pessoas foram mortas desde o início dos ataques ao país, no sábado, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho do Irã.

    Entre a segunda e esta terça-feira, as embaixadas americanas no Kuwait e na Arábia Saudita foram alvo de ataques com drones, levando o Departamento de Estado dos Estados Unidos a ordenar que funcionários diplomáticos não essenciais deixem seis países do Oriente Médio com suas famílias. As missões foram fechadas temporariamente.

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    Apesar da retaliação iraniana continuar, na segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores do país, Abbas Araghchi, assegurou que não há “nenhuma hostilidade” em relação aos vizinhos do Golfo.

    “O Irã não tem nenhuma hostilidade em relação aos países do Golfo Pérsico e está determinado a manter relações de boa vizinhança com eles”, afirmou ele em conversa telefônica com seu homólogo chinês, Wang Yi. “A retaliação defensiva do Irã contra as bases militares americanas não deve ser considerada um ataque iraniano contra esses países”, acrescentou.

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