Terça será ‘dia mais intenso de ataques’ contra Irã, diz secretário de Defesa dos EUA
Pete Hegseth afirmou que Washington não cederá 'até que o inimigo seja totalmente derrotado'
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que esta terça-feira, 10, será “o dia mais intenso de ataques” contra o Irã desde o início da ofensiva conjunta dos EUA e Israel, que completa seu 11º dia.
“O Irã está desesperado e em apuros. Está sozinho e perdendo feio, cometeu um grande erro ao atacar seus vizinhos. Hoje será o dia de ataques mais intenso e o Irã disparou o menor número de mísseis nas últimas 24 horas”, disse Hegseth em uma coletiva de imprensa no Pentágono.
Questionado sobre quais medidas o Pentágono está tomando para minimizar a morte de civis no Irã, o secretário de Defesa disse que “nenhuma nação toma mais precauções para garantir que nunca haja alvo de civis do que os EUA”. A fala, no entanto, segue investigações independentes que mostram que forças americanas estariam por trás de um ataque contra uma escola infantil para meninas foi atingida na cidade de Minab, que deixou mais de 175 mortos, incluindo muitas crianças.
Hegseth ainda afirmou que as consequências do conflito “serão do interesse da América” e que “não viverá sob uma chantagem nuclear” do Irã. “Não cederemos até que o inimigo seja totalmente derrotado”, declarou.
O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, afirmou durante a coletiva de imprensa no Pentágono que as forças americanas permanecem focadas em seus três objetivos principais: destruir mísseis e drones que possam ameaçar os interesses americanos, atacar e degradar a marinha iraniana e impedir que a República Islâmica seja capaz de atacar os EUA e seus aliados “nos próximos anos”.
Segundo Caine, os EUA realizaram ataques contra mais de 5 mil alvos nos primeiros 10 dias de conflito, incluindo mais de 50 navios de guerra, e que agora têm como alvo “navios lançadores de minas e instalações de armazenamento”.
As declarações ocorrem poucas horas após os militares israelenses anunciarem que começaram uma nova onda de ataques contra Teerã, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.
Também nesta terça, o chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã, Ali Larijani, lançou uma ameaça contra o presidente dos EUA, Donald Trump. Em alusão ao assassinato do aiatolá Ali Khamenei nos ataques conjuntos israelo-americanos há 11 dias, que foi substituído no final de semana pelo seu filho, Mojtaba Khamenei, como líder supremo, a autoridade afirmou que o ocupante do Salão Oval deveria ter “cuidado para não ser eliminado também”.
“A nação sacrificial do Irã não teme suas ameaças vazias. Nem mesmo aqueles maiores que você conseguiram eliminar o Irã. Cuidado para não ser eliminado você também”, escreveu Larijani no X (ex-Twitter).
Na véspera, Trump afirmou que as Forças Armadas americanas atacariam “vinte vezes mais forte” caso Teerã interrompesse o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica, exército ideológico que responde diretamente ao líder supremo, afirmou que não permitirá “a exportação de um único litro de petróleo da região para a parte hostil e seus aliados até novo aviso”.
O presidente norte-americano disse também que a decisão sobre quando encerrar a guerra com o Irã será tomada de forma “mútua” entre ele e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.





