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Trump diz que fim da guerra contra o Irã será decisão ‘mútua’ com Netanyahu

Presidente dos EUA voltou a defender operações militares no Oriente Médio, afirmando que a nação persa 'ia destruir Israel', enquanto conflito escala

Por Sara Salbert Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 mar 2026, 15h32 • Atualizado em 9 mar 2026, 15h33
  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse no domingo 8 que a decisão sobre quando encerrar a guerra com o Irã será tomada de forma “mútua” entre ele e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

    Acho que é mútuo, em parte. Nós estivemos conversando. Vou tomar uma decisão no momento certo, ⁠mas tudo será levado ⁠em consideração, disse o republicano em uma entrevista por telefone ao jornal israelense The Times of Israel.

    Trump também afirmou que não vê necessidade de Israel continuar a ofensiva sozinho caso os Estados Unidos decidam encerrar sua participação direta no conflito. “Não acho que isso vai ser necessário”, disse ele.

    Durante a entrevista, o ocupante do Salão Oval voltou a defender as operações militares contra o Irã, alegando que as ações foram necessárias para evitar que a nação persa se tornasse uma ameaça ainda maior à segurança regional.

    “O Irã ia destruir Israel e tudo ao redor… Trabalhamos juntos. Destruímos um país que queria destruir Israel”, disse Trump.

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    Na segunda-feira, o republicano também disse ao jornal New York Post que não está “nem perto” de decidir se enviará soldados americanos ao Irã para apreender o estoque de urânio enriquecido do país. “Nós não tomamos nenhuma decisão sobre isso. Não estamos nem perto disso”, afirmou.

    A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) disse anteriormente que o Irã usava centrífugas avançadas para enriquecer o urânio em até 60%. O patamar está tecnicamente próximo dos 90% de pureza considerados necessários para a produção de uma arma nuclear.

    Conflito no Oriente Médio

    A declaração de Trump ocorre em meio à escalada da guerra no Oriente Médio, desencadeada por ataques coordenados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã no dia 28 de fevereiro. Em resposta, Teerã lançou uma ampla campanha retaliatória contra países da região que abrigam bases militares americanas.

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    Na segunda-feira, a Turquia informou que um segundo míssil balístico disparado pelo Irã em direção a seu espaço aéreo foi interceptado por defesas aéreas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a principal aliança militar ocidental.

    No Bahrein, um ataque de drones iranianos contra o complexo petrolífero de Al-Ma’ameer provocou um incêndio e “danos materiais”, embora não tenha havido vítimas, segundo a Agência de Notícias do Bahrein. Seguindo decisões semelhantes às do Catar e Kuwait, o país limitou exportações de petróleo para conseguir continuar atendendo a demanda interna, renovando a pressão sobre mercados internacionais.

    Os Emirados Árabes Unidos afirmaram que estavam sendo alvo “de maneira muito injustificada” na guerra, mas enfatizaram que “não participariam de nenhum ataque contra o Irã”. O Ministério da Defesa do país informou que havia detectado 15 mísseis balísticos e 18 drones em seu espaço aéreo nesta segunda, interceptando 12 e 17 deles, respectivamente. Os demais armamentos caíram no mar, mas um drone conseguiu atingir o território emiradense.

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