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Sebastián Piñera cancela viagem à Argentina após queda de avião militar

Aeronave da Força Aérea caiu durante voo para uma base na Antártida; autoridades chilenas fazem buscas por destroços e sobreviventes

Por Da Redação - 10 dez 2019, 09h24

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, cancelou nesta terça-feira, 10, sua viagem a Buenos Aires para participar da cerimônia de posse do novo presidente da Argentina, Alberto Fernández, após a queda de um avião da Força Aérea Chilena durante voo para uma base na Antártida.

A aeronave partiu da cidade de Punta Arenas rumo à base aérea Presidente Eduardo Frei Montalva, na Antártida, com 38 pessoas a bordo. O avião Hércules C-1130 perdeu contato com radares na noite desta segunda-feira 10.

Cerca de sete horas após o desaparecimento dos radares, a corporação admitiu a queda da aeronave, mas segue desconhecendo a localização onde poderia ter ocorrido o acidente.

“Meus pensamentos e orações estão com os familiares dos 38 tripulantes e passageiros do avião C-130”, afirmou Piñera na manhã desta terça pelo Twitter.

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“Acabo de falar com o presidente eleito da Argentina, Alberto Fernández, para informá-lo que não poderei comparecer à posse hoje. Confirmou que logo fará uma visita oficial ao Chile”, disse.

A Força Aérea informou que estava fazendo contato com as famílias dos 17 tripulantes e 21 passageiros do avião. “Os esforços de busca continuam no setor em que a comunicação com a aeronave foi perdida, a fim de resgatar possíveis sobreviventes”, afirmou a Aeronáutica chilena em um comunicado.

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A posse do novo presidente da Argentina está marcada para ter início por volta das 10h30 (horário local; mesmo horário em Brasília), quando começará no Congresso a sessão de transferência do poder. Após ser empossado, Fernández fará seu primeiro discurso ao país como novo presidente.

O presidente Jair Bolsonaro decidiu no último minuto enviar o vice-presidente Hamilton Mourão à cerimônia de posse. A decisão foi anunciada após meses de tensão entre o líder brasileiro e o novo presidente argentino, de centro-esquerda.

O presidente indicou inicialmente que enviaria um ministro e, em seguida, o governo brasileiro informou que ele pretendia ser representado por seu embaixador em Buenos Aires no evento. Durante a tarde desta segunda, Bolsonaro voltou atrás e indicou Mourão para a posse.

O vice-presidente já atuou em várias ocasiões como um desativador de crises, como após um discurso do presidente contra a China, que é o principal importador de mercadorias brasileiras.

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O porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, disse na tarde desta segunda que Bolsonaro manteve contato com vários ministros desde a véspera e concluiu que era necessário enviar um representante ao país vizinho “para valorizar o relacionamento com a Argentina, em especial nos aspectos comerciais”.

A Argentina é o terceiro maior parceiro comercial do Brasil e o primeiro importador de produtos industriais brasileiros. Já o Brasil é o principal parceiro comercial do país vizinho.

Os dois países também fazem parte, ao lado de Paraguai e Uruguai, do Mercosul, no processo de ratificação de um acordo de livre comércio com a União Europeia.

(Com Reuters e AFP)

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