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Reino Unido fecha bares e restaurantes para conter coronavírus

Governo de Boris Johnson promete pagar 80% dos salários de trabalhadores que ficarem em casa; país registra 3.269 infectados e 144 mortes

Por Amanda Péchy Atualizado em 20 mar 2020, 16h31 - Publicado em 20 mar 2020, 16h06

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, ordenou nesta sexta-feira, 20, o fechamento de todos os bares, cafés, restaurantes e academias de ginástica do país para conter a propagação do novo coronavírus. Não há previsão para a revogação da medida.

O premiê já havia decretado que todas as atividades escolares fossem suspensas também a partir desta sexta-feira, 20, e disse que o governo estuda a possibilidade de isolar Londres, onde concentram-se as transmissões: do total de 3.269 casos no país, 953 foram confirmados na capital. O sistema metroviário da cidade foi fechado parcialmente desde quinta-feira 19.

“Precisamos suprimir ainda mais essa curva de transmissão entre nós”, disse Johnson. Bares e restaurantes ainda poderão operar sob sistema de entregas a domicílio.

A mesma orientação de fechamento foi estendida a boates, teatros, cinemas, academias e centros de lazer, acrescentou o líder britânico. Ele completou ainda que estas medidas de distanciamento social seriam reavaliadas mensalmente.

Para convencer os britânicos e residentes para a necessidade de isolamento, o governo anunciou o pagamento de 80% do salário dos trabalhadores retidos em casa – mais de 2 500 libras esterlinas – 14.700 reais. Londres ainda permitiu a postergação da coleta do imposto sobre vendas para o próximo trimestre e determinou a injeção de mais 6 bilhões de libras – 35,4 bilhões de reais – no sistema de proteção social do país.

  • Na segunda-feira 16, o governo havia orientado cidadãos a permanecerem em casa. Mas o movimento no metrô sugeria que nem todos os britânicos levaram o apelo a sério. Segundo o jornal britânico The Guardian, na quarta-feira 18 ainda havia 40% da circulação regular de pessoas nos trens. Por isso, Johnson afirmou que foi preciso “dar os próximos passos”.

    Contudo, o premiê suplicou que a população não saísse para uma última comemoração: “Você pode pensar que é invencível, mas não há garantia de que terá sintomas leves e ainda pode ser portador da doença e transmiti-la a outras pessoas”, disse.

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