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Presidente do Irã lista condições para fim da guerra e cobra EUA e Israel

Masoud Pezeshkian conversou com líderes de Rússia e Paquistão nesta quarta-feira, 11

Por Caio Saad Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 mar 2026, 17h12 • Atualizado em 11 mar 2026, 17h33
  • O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, listou nesta quarta-feira, 11, condições para o fim da guerra desencadeada por ataques de Estados Unidos e Israel iniciados em 28 de fevereiro.

    “Em conversa com os líderes da Rússia e do Paquistão, reafirmei o compromisso do Irã com a paz na região. A única maneira de pôr fim a esta guerra — instigada pelo regime sionista e pelos EUA — é reconhecer os direitos legítimos do Irã, pagar reparações e oferecer firmes garantias internacionais contra futuras agressões”, disse Pezeshkian em publicação no X, antigo Twitter.

    Israel e e Estados Unidos não emitiram declarações públicas definindo objetivos de guerra claros ou articulando condições para encerrar a campanha. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a decisão sobre quando encerrar a guerra com o Irã será tomada de forma “mútua” entre ele e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

    Os Estados Unidos e Israel lançaram no final de fevereiro a primeira rodada de ataques mirando infraestrutura de mísseis, instalações militares e lideranças na capital, Teerã, e em todo o país, matando o então líder supremo Ali Khamenei, que governava desde 1989.

    Nesta quarta-feira, após ataques retaliatórios iranianos, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que a ofensiva militar conjunta contra o Irã durará “o tempo que for necessário”.

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    “Esta operação continuará indefinidamente, pelo tempo que for necessário, até que alcancemos todos os nossos objetivos e determinemos o resultado da campanha”, disse Katz.

    O momento atual é de tensão, em meio à campanha de retaliação do Irã contra Israel e nações aliadas dos Estados Unidos no Golfo, onde seu foco passou a ser as infraestruturas de petróleo dos grandes exportadores. Em paralelo, Teerã afirmou que qualquer navio cuja carga de petróleo ou a própria embarcação pertença aos Estados Unidos, Israel ou a seus aliados “hostis” que atravessar o Estreito de Ormuz será um alvo “legítimo”. Segundo um comunicado, as Forças Armadas iranianas “não permitirão que nem um único litro de petróleo transite” pela rota.

    Em uma tentativa, por ora pouco bem-sucedida, de conter a alta dos preços, a Agência Internacional de Energia anunciou que seus países-membros liberariam 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas, um recorde.

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    “Os desafios do mercado de petróleo que estamos enfrentando são sem precedentes em escala”, disse o diretor-executivo da AIE, Fatih Birol, em um comunicado. “Os países membros da AIE responderam com uma ação coletiva de emergência de tamanho igualmente sem precedentes.”

    A decisão foi unânime e marca a maior liberação desse tipo já realizada pela agência que coordena liberações de estoques para países da Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OCDE). A medida extraordinária foi tomada pela última vez no início da guerra na Ucrânia, em 2022, quando a agência liberou 182 milhões de barris de petróleo

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    Mas o Irã também ameaçou os “centros econômicos e bancos” que considera vinculados aos interesses americanos e israelenses, o que levou o Citi e a consultoria Deloitte a evacuar seus escritórios em Dubai.

    Os Estados Unidos e Israel “devem considerar a possibilidade de se verem envolvidos em uma guerra de desgaste de longo prazo que destruirá toda a economia americana e a economia mundial”, declarou Ali Fadavi, assessor do comandante-chefe da Guarda Revolucionária.

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