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Presidente do Equador sobrevive a impeachment e trava negociações

Oposição tentou retirar Guilhermo Lasso do poder depois de duas semanas de protestos devido à alta do combustível e dificuldades financeiras

Por Da Redação 29 jun 2022, 15h50

O presidente do Equador, Guilhermo Lasso, sobreviveu a uma tentativa de impeachment articulada por parlamentares da oposição, à medida que insiste que não irá continuar negociando com líderes indígenas. O país está passando por uma onda de protestos há duas semanas, que demandam o barateamento de alimentos e combustíveis. 

O congresso, liderado pela oposição, tentou remover Lasso, que é de direita, devido à “grave crise política e comoção interna” causada pelos protestos. No entanto, o documento conseguiu apenas 80 assinaturas das 92 necessárias para seguir adiante com o processo. 

+ Equador reduz preço de combustíveis em concessão a manifestantes

“Apesar das tentativas de golpe, hoje prevaleceram as instituições do país. É evidente quem trabalha para as máfias políticas. Enquanto isso, continuamos trabalhando para o Equador”, disse Lasso após a votação. 

No início do dia, o presidente equatoriano já havia acusado o líder indígena Leonidas Iza de política interesseira, dizendo que “não negociaria com aqueles que fazem o Equador de refém”. Os protestos, que completam duas semanas, foram mobilizados em grande parte pela população indígena do país, que corresponde a cerca de 1 milhão de pessoas, e tiveram início devido ao aumento no custo de vida e às dificuldades econômicas. 

As manifestações foram convocadas pela Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (CONAIE), a maior do país, que foi responsável pela destituição de três presidentes entre 1997 e 2005.

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Além da escassez de combustível e medicamentos, os atos reduziram a produção nacional de petróleo em mais de 50%, segundo dados do governo. É um duro golpe para a economia equatoriana, já que o petróleo é seu principal produto de exportação. 

Os protestos também foram marcados por uma escalada de violência. Um soldado, identificado como José Chimarro, foi morto nesta quarta-feira, 29, fazendo a escolta de um caminhão-tanque no leste do país. De acordo com os militares, ele estava com um grupo que foi abordado por pessoas portando lanças e armas, ferindo outros cinco policiais e sete soldados. 

Iza reconheceu que o ataque como “brutal”, mas disse que não há provas que o liguem aos manifestantes. Iza pediu ainda que as negociações continuem, uma vez que as medidas implementadas pelo governo até o momento, incluindo o corte no preço da gasolina, não foram suficientes. 

+ Mortos, feridos e desaparecidos: Equador entra em 10º dia de protestos

As manifestações começaram em 14 de junho para exigir que os preços da gasolina fossem reduzidos em 45 centavos por galão, para US$ 2,10. Também pedem por controles de preços para produtos agrícolas e um orçamento maior para a educação.

Os protestos começaram com bloqueios pacíficos nas estradas, mas os níveis de violência aumentaram em partes do país, incluindo a capital, Quito, levando o ex-banqueiro conservador Lasso a decretar um estado de exceção em seis províncias. 

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