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Portugal e Espanha sofrem maior seca em 1.200 anos, diz pesquisa

Devido à escassez de água, a produção de vinícolas na Península Ibérica pode desaparecer até 2050 e a de azeitona, cair 30% até 2100

Por Da Redação 4 jul 2022, 17h01

Portugal e Espanha sofrem clima mais seco que já tiveram em 1.200 anos, segundo estudo publicado no jornal científico americano Nature Geoscience nesta segunda-feira, 4. Em consequência das mudanças climáticas, um sistema de alta pressão atmosférica tem bloqueado as frentes úmidas da região, colocando em risco inclusive a produção de vinho e azeitona nesses países. 

A região tem sido assolada por uma crescente onda de calor e seca nos últimos anos. Incêndios florestais mataram dezenas de pessoas em 2017, maio de 2022 foi o mês mais quente na história da Espanha e o maior rio da região, o Tejo, está em risco de secar por completo. 

Caroline Ummenhofer, cientista afiliada à Woods Hole Oceanographic Institution e co-autora do estudo, alertou que as descobertas têm grandes implicações para os recursos hídricos disponíveis para a agricultura, outras indústrias intensivas em água, e para o turismo. “Não é um bom presságio”, resumiu.

Na Península Ibérica, as chuvas normalmente caem no inverno, devido a ventos úmidos e sistemas de baixa pressão do Atlântico. No entanto, o Anticiclone dos Açores, sistema de alta pressão atmosférica ao longo da costa, tem agido com uma barreira para a umidade. De acordo com o estudo, o sistema passou a ser praticamente invertido a partir do século passado.

Em consequência deste fenômeno, a área adequada para o cultivo de uvas na Península Ibérica pode desaparecer quase por completo até 2050 devido à grave escassez de água. Na Espanha, outro estudo aponta uma queda de 30% na produção das regiões de azeitonas no sul da Espanha até 2100.

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Pesquisas antigas não ligavam o aumento das concentrações atmosféricas de gases de efeito estufa com a expansão do Anticiclone dos Açores. No entanto, os cientistas por trás do estudo recente utilizaram modelos climáticos dos últimos 1200 anos e descobriram que o sistema começou a expandir em torno de 200 anos atrás, à medida que a poluição humana por gases de efeito estufa começou a aumentar. O crescimento foi mais dramático ainda no século 20. 

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