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Petroleiros começaram a ‘passar aos poucos’ pelo Estreito de Ormuz, diz Casa Branca

Conselheiro econômico do governo Trump avalia que, enfraquecido, Irã não consegue manter bloqueio e prevê que guerra acabará 'em breve'

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 mar 2026, 11h15 • Atualizado em 17 mar 2026, 15h03
  • Em meio à volatilidade nos mercados globais de petróleo devido às tensões geopolíticas no Oriente Médio, o conselheiro econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, afirmou nesta terça-feira, 17, que petroleiros começaram a “passar aos poucos” pelo Estreito de Ormuz. A vital rota marítima foi efetivamente bloqueada pelo Irã após o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao país, há quase duas semanas.

    Em entrevista à emissora americana CNBC, Hassett declarou que algumas embarcações passaram “gradualmente” a fazer a perigosa travessia. Ele também disse que a guerra durará apenas algumas semanas, não meses, ecoando algumas declarações que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez nos últimos dias para acalmar os mercados.

    “Já se vê petroleiros começando a passar lentamente pelo estreito, e acho que isso é um sinal de quão pouco resta ao Irã”, disse o conselheiro da Casa Branca. “Estamos muito otimistas de que isso vai acabar em breve, e então haverá repercussões nos preços quando tudo isso terminar por algumas semanas, à medida que os navios chegarem às refinarias.”

    Na segunda-feira 26, o ocupante do Salão Oval afirmou que as hostilidades podem terminar “em breve”, embora tenha indicado ser improvável que isso ocorra ainda nesta semana.

    As notícias sobre o Estreito de Ormuz surgem em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, onde a guerra não dá sinais de arrefecimento. Enquanto Israel afirmou ter lançado uma nova onda de ataques contra Teerã nesta manhã, a Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico do regime islâmico, informou na segunda que poderia começar a disparar contra empresas americanas, entre elas Google, Amazon e Microsoft, instaladas em nações do Golfo.

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    “Coalizão” para reabrir o Estreito de Ormuz

    Um dia após ser ignorado pela maioria dos aliados dos Estados Unidos em relação à formação de uma coalizão naval para garantir a segurança do Estreito de Ormuz, Trump afirmou nesta terça que Washington não precisa de nenhuma ajuda para proteger a importante rota petrolífera bloqueada pelo Irã.

    “Não precisamos de ninguém. Somos a nação mais forte do mundo. Temos, de longe, as forças armadas mais fortes do mundo”, disse Trump, reiterando suas críticas de que os membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) não estavam ajudando, apesar da aliança prever defesa coletiva.

    Apenas dois dias antes, Trump havia instado ao menos sete países a enviarem navios de guerra para a região. Na segunda-feira, ele alertou que uma resposta negativa poderia levar a um “futuro muito ruim” para a Otan. No entanto, vários parceiros importantes, incluindo Alemanha, Espanha e Itália, recusaram o pedido – todos relutantes em serem arrastados para o conflito.

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    Anteriormente, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, havia declarado que o estreito “permanece aberto”, enfatizando que o bloqueio vale apenas para navios dos Estados Unidos, Israel e seus aliados. Nesta terça, o Iraque, membro da Opep cujas exportações de petróleo respondem por 90% de todo o seu orçamento, abriu negociações com Teerã para garantir a passagem de seus petroleiros.

    Enquanto bombas continuam caindo sobre território iraniano, as forças do país prosseguem com a retaliação contra bases americanas na região e o complexo petrolífero dos países do Golfo, aliados dos Estados Unidos. A guerra começou com os ataques americanos e israelenses, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e causaram grandes danos à infraestrutura governamental e militar.

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