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Papa pede cessar-fogo em todas as frentes da guerra de Gaza, até no Líbano

Em discurso no Vaticano, Francisco enfatizou que 'atacar civis indiscriminadamente' é um crime de guerra

Por Da Redação
Atualizado em 7 Maio 2024, 16h32 - Publicado em 8 jan 2024, 09h09

O papa Francisco fez um apelo a Israel e ao grupo terrorista palestino Hamas nesta segunda-feira, 8, por um cessar-fogo “em todas as frentes” da guerra que sacode o Oriente Médio há três meses, “incluindo o Líbano“. Em discurso a diplomatas no Vaticano, o pontífice conectou os conflitos em Gaza e na Ucrânia, e enfatizou que “atacar civis indiscriminadamente” é um crime de guerra.

Na fala anual de 45 minutos, conhecida como seu discurso sobre o “estado do mundo”, o líder da Igreja Católica comentou sobre o risco dos embates entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza provocarem uma guerra regional mais ampla. Por isso, apelou a um “cessar-fogo em todas as frentes, incluindo o Líbano”.

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As tensões na fronteira norte de Israel, com o território libanês, dispararam após um ataque atribuído a Tel Aviv contra Beirute, capital do país vizinho, matar o número 2 da ala política do Hamas na semana passada. O Hezbollah, grupo radical islâmico apoiado pelo Irã, um aliado da organização palestina, afirmou que uma resposta a esse incidente era “inevitável”. Antes disso, ambos lados já estavam engajados em constantes trocas de tiros.

Ataques a civis ligam Ucrânia e Oriente Médio

Nesta segunda, Francisco voltou a condenar o ataque do Hamas, em 7 de outubro do ano passado, contra comunidades do sul de Israel. Segundo ele, o ocorrido se trata de um ato “atroz” de “terrorismo e extremismo”. Além disso, o pontífice renovou o apelo pela libertação imediata dos reféns detidos na Faixa de Gaza, que foram sequestrados por militantes no dia que a guerra eclodiu.

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Fazendo uma comparação entre o Oriente Médio e a Ucrânia, os dois principais conflitos no mundo de hoje, o papa disse que a guerra moderna muitas vezes não distingue alvos militares e civis. Segundo ele, não há conflito que não acabe de alguma forma por “atingir indiscriminadamente” a população civil.

“Os acontecimentos na Ucrânia e em Gaza são uma prova clara disso. Não devemos esquecer que as graves violações do direito internacional humanitário são crimes de guerra e que não é suficiente apontá-las, mas também é necessário evitá-las”, declarou no discurso, cobrando mais esforço da comunidade internacional para defender e implementar garantias de direitos.

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