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Papa Leão XIV se manifesta contra deslocamento forçado de palestinos em Gaza

Pontífice também condenou 'uso indiscriminado de força' em conversa com líder da Autoridade Nacional Palestina

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 jul 2025, 13h10 •
  • O líder da Igreja Católica, papa Leão XIV, conversou diretamente com o líder da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, na manhã desta segunda-feira, 21. Durante a conversa, o pontífice se manifestou contrário a qualquer possibilidade de deslocamento forçado de palestinos na Faixa de Gaza.

    Na semana passada, Leão já havia instado um cessar-fogo em Gaza após um ataque israelense à única igreja católica no enclave palestino  — três fieis morreram e diversos ficaram feridos, incluindo o pároco Gabriel Romanelli, que costumava receber telefonemas diários do falecido papa Francisco. 

    Nesta segunda-feira, segundo o Vaticano, o papa condenou o “uso indiscriminado de força” e qualquer “deslocamento forçado em massa” na região. Ele também reforçou seu apelo pelo respeito ao Direito Humanitário Internacional, enfatizando a obrigação de proteger os civis e os locais sagrados, e pedindo que haja entrada adequada de ajuda humanitária, além de enfatizar a importância de prestar socorro aqueles mais expostos às consequências do conflito.

    No último dia, o Exército israelense avançou sobre as áreas sul e leste de Deir al-Balah, no centro da Faixa de Gaza, ordenando habitantes a deixar suas casas.

    “Com esta última ordem, a área de Gaza sob ordens de deslocamento ou dentro de zonas militarizadas israelenses aumentou para 87,8%, deixando 2,1 milhões de civis espremidos em 12% da faixa fragmentada, onde serviços essenciais entraram em colapso”, disse o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários das Nações Unidas.

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    + Tanques israelenses avançam sobre cidade em Gaza onde acredita-se haver reféns do Hamas

    Violência na Cisjordânia

    No dia 14 de julho, líderes cristãos acusaram colonos israelenses de atacar locais sagrados na Cisjordânia ocupada por Israel. Segundo o patriarca ortodoxo grego de Jerusalém, Teófilo III, colonos teriam atacado casas e iniciado um incêndio próximo a um cemitério e uma importante igreja do século V.

    Para o patriarca católico romano de Jerusalém, Pierbattista Pizzaballa, o medo da violência vem fazendo com que muitos cristãos deixem a região. Desde o início da guerra entre Israel e o grupo militante palestino Hamas, desencadeada em outubro de 2023, o número de ataques aumentou para uma média de mais de cem por mês em 2025 na Cisjordânia, segundo levantamento da ONG Open Doors.

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    Cerca de 50 mil cristãos palestinos vivem na região, que inclui muitos dos locais mais sagrados da fé, incluindo Belém, onde Jesus teria nascido.

    + Papa Leão XIV pede cessar-fogo a Netanyahu após ataque de Israel a igreja em Gaza

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