Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90

ONU diz que países estão dispostos a financiar reconstrução bilionária de Gaza

Guerra de dois anos deixou rastro de escombros cerca de 13 vezes maior do que a Grande Pirâmide de Gizé, no Egito

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 out 2025, 13h49 •
  • Estados Unidos, Canadá, países europeus e árabes estão dispostos a contribuir com os US$ 70 bilhões necessários para a reconstrução de Gaza, disse Jaco Cilliers, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), nesta terça-feira, 14. A guerra de dois anos deixou mais de 67 mil mortos e um rastro de destruição cerca de 13 vezes maior do que a Grande Pirâmide de Gizé, no Egito. De cada 10 edifícios, oito foram danificados ou arrasados no território. A restauração do enclave palestino pode levar décadas.

    “Ouvimos notícias muito positivas de vários dos nossos parceiros, incluindo parceiros europeus… Canadá”, afirmou Cilliers sobre a disposição de algumas nações em ajudar Gaza, acrescentando que também houve discussões com os EUA.

    Até o momento, o PNUD já removeu mais de 81.000 toneladas de escombros de Gaza e continua o trabalho. O Centro de Satélites da ONU estima que pelo menos 102.067 prédios foram destruídos. Encurralada, restou à população de Gaza tentar fugir dos bombardeios. Mais de 1,9 milhão de pessoas, ou 90% do enclave, foram deslocadas, de acordo com a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA). Agora, com o cessar-fogo, os palestinos retornam para as suas casas, ou ao que sobrou delas.

    + Dois anos de guerra em Gaza: o conflito Israel-Hamas em números

    Em meio à escalada da violência, 22 dos 36 hospitais de Gaza fecharam as portas, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Trata-se de um somatório de problemas: ataques israelenses aos prontos-socorros sob acusações de que o Hamas usava os prédios como esconderijos, uma alegação rejeitada pelos militantes; sobrecarga da equipe médica e colapso do sistema de saúde do território, reflexo do elevado número de feridos; e falta de equipamentos, medicamentos e combustível, consequência do bloqueio parcial de Israel à entrada de ajuda humanitária. Os 14 hospitais restantes funcionam de forma limitada.

    Acredita-se que 40 mil crianças tenham perdido um ou ambos os pais, segundo o Escritório Central de Estatísticas da Palestina, que definiu a situação como “a maior crise de órfãos da história moderna”. Além disso, dados de março do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) apontaram que entre 3.000 e 4.000 crianças em Gaza tiveram um ou mais membros amputados. O enclave palestino tornou-se o lugar do mundo com mais menores de idade mutilados. Quase 658.000 crianças em idade escolar e 87.000 estudantes universitários estão sem acesso à educação, já que os centros de ensino foram destruídos ou são usados como abrigo.

     

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).