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Treze suspeitos dos atentados no Sri Lanka são presos

Primeiro-ministro do país diz que forças de segurança tinham recebido avisos sobre possíveis ataques no país, 'mas não deram atenção suficiente ao assunto'

A polícia de Colombo, no Sri Lanka confirmou neste domingo, 21, a prisão de 13 pessoas suspeitas de serem responsáveis pela série de oito explosões em três igrejas, quatro hotéis e um complexo residencial no país, segundo o portal de notícias local Economynext. Os ataques deixaram 215 mortos e 469 feridos, de acordo com o jornal The Times of India. O primeiro-ministro do Sri Lanka, Ranil Wickremesinghe, afirmou que as forças de segurança também apreenderam uma van usada pelos terroristas, mas não deu mais detalhes sobre os detidos.

O premiê revelou que as forças de segurança tinham recebido avisos sobre possíveis ataques no país, “mas não deram atenção suficiente ao assunto”. Para ele, essa falha tem de ser investigada. O ministro da Defesa, Ruwan Wijewardene, afirmou que os atentados foram planejados e executados por um grupo extremista. Mas, até o momento, nenha organização reivindicou a autoria dos ataques. Em sua maioria as explosões foram suicidas.

O primeiro-ministro do Sri Lanka também declarou que teme que o massacre possa desencadear instabilidade no país e prometeu “reunir todos os poderes necessários às forças de defesa” para agir contra os responsáveis pelos ataques. O governo decretado estado de emergência e impôs um toque de recolher em todo o país – das 18h às 6h de amanhã, no horário local – e suspendeu as redes sociais, por considerá-las vulneráveis à divulgação de fake news que possam levar a população ao pânico.

Seis explosões quase simultâneas ocorreram na manhã de domingo em três igrejas onde fiéis celebravam a Páscoa e em três hotéis frequentados por turistas estrangeiros. Horas depois, uma explosão em uma pousada matou pelo menos duas pessoas.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Antonio Guterres, se disse “indignado com os ataques terroristas” no Sri Lanka, conforme porta-voz. Guterrez defendeu a “santidade de todos os lugares de culto” e que os responsáveis sejam rapidamente levados à Justiça.

Os atentados indicam motivacão religiosa. O Sri Lanka tem sido palco, há décadas, de conflitos religiosos, sobretudo entre budistas – 70,2% da população – e islâmicos – 9,7%. Os cristãos representam apenas 7,4% da população, e os hinduístas, 12,6%. No entanto, atentados desta magnitude não aconteciam no Sri Lanka desde a guerra civil entre a guerrilha tâmil e o Governo, um conflito que durou 26 anos e terminou em 2009, e que deixou segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU) mais de 40 mil civis mortos.

(Com EFE)