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Treze suspeitos dos atentados no Sri Lanka são presos

Primeiro-ministro do país diz que forças de segurança tinham recebido avisos sobre possíveis ataques no país, 'mas não deram atenção suficiente ao assunto'

Por Da Redação Atualizado em 22 abr 2019, 07h52 - Publicado em 21 abr 2019, 14h53

A polícia de Colombo, no Sri Lanka confirmou neste domingo, 21, a prisão de 13 pessoas suspeitas de serem responsáveis pela série de oito explosões em três igrejas, quatro hotéis e um complexo residencial no país, segundo o portal de notícias local Economynext. Os ataques deixaram 215 mortos e 469 feridos, de acordo com o jornal The Times of India. O primeiro-ministro do Sri Lanka, Ranil Wickremesinghe, afirmou que as forças de segurança também apreenderam uma van usada pelos terroristas, mas não deu mais detalhes sobre os detidos.

O premiê revelou que as forças de segurança tinham recebido avisos sobre possíveis ataques no país, “mas não deram atenção suficiente ao assunto”. Para ele, essa falha tem de ser investigada. O ministro da Defesa, Ruwan Wijewardene, afirmou que os atentados foram planejados e executados por um grupo extremista. Mas, até o momento, nenha organização reivindicou a autoria dos ataques. Em sua maioria as explosões foram suicidas.

O primeiro-ministro do Sri Lanka também declarou que teme que o massacre possa desencadear instabilidade no país e prometeu “reunir todos os poderes necessários às forças de defesa” para agir contra os responsáveis pelos ataques. O governo decretado estado de emergência e impôs um toque de recolher em todo o país – das 18h às 6h de amanhã, no horário local – e suspendeu as redes sociais, por considerá-las vulneráveis à divulgação de fake news que possam levar a população ao pânico.

Seis explosões quase simultâneas ocorreram na manhã de domingo em três igrejas onde fiéis celebravam a Páscoa e em três hotéis frequentados por turistas estrangeiros. Horas depois, uma explosão em uma pousada matou pelo menos duas pessoas.

  • O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Antonio Guterres, se disse “indignado com os ataques terroristas” no Sri Lanka, conforme porta-voz. Guterrez defendeu a “santidade de todos os lugares de culto” e que os responsáveis sejam rapidamente levados à Justiça.

    Os atentados indicam motivacão religiosa. O Sri Lanka tem sido palco, há décadas, de conflitos religiosos, sobretudo entre budistas – 70,2% da população – e islâmicos – 9,7%. Os cristãos representam apenas 7,4% da população, e os hinduístas, 12,6%. No entanto, atentados desta magnitude não aconteciam no Sri Lanka desde a guerra civil entre a guerrilha tâmil e o Governo, um conflito que durou 26 anos e terminou em 2009, e que deixou segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU) mais de 40 mil civis mortos.

    (Com EFE)

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