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O fator interno que pode pressionar Trump a parar ataques contra o Irã

Com objetivos poucos claros, guerra já repercute entre eleitorado americano às vésperas de eleições de meio de mandato

Por Caio Saad Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 mar 2026, 10h00 • Atualizado em 14 mar 2026, 10h12
  • Eleito com promessas de que encerraria as “guerras infinitas” que marcaram a história moderna dos Estados Unidos, o presidente Donald Trump se vê agora em um conflito de objetivos pouco claros e estratégias de saída desconhecidas. Às vésperas das eleições de meio de mandato, quando haverá renovação do Congresso, o republicano ainda não conseguiu explicar ao eleitorado os motivos que levaram o governo a atacar o Irã, em uma operação conjunta com Israel que teve início em 28 de fevereiro.

    Dos 7 principais instituições de pesquisa dos EUA, 5 mostram que os americanos se opõem à guerra por uma margem de dois dígitos. Uma das sondagens, da Reuters, indica que os americanos acreditam que a guerra prejudicaria a segurança nacional dos EUA a longo prazo, por 42% a 29% — a pesquisa da Quinnipiac reforça o tema, com entrevistados afirmando que o conflito tornaria os EUA “menos seguros”, por 47% a 34%.

    + Com conflito no Irã e alta do petróleo, o mundo treme diante da ameaça de crise econômica

    Até mesmo os republicanos não parecem estar unanimemente convencidos de que a guerra acabará por melhorar a segurança nacional dos EUA. Nas cinco pesquisas que incluíram uma versão dessa pergunta, uma média de 19% dos republicanos disseram que a guerra tornaria os EUA menos seguros, em comparação com 66% que disseram que os tornaria mais seguros.

    Pesa ainda o fato de que a economia dos EUA já estava em seu melhor momento mesmo antes de Trump mergulhar em uma guerra com o Irã. Os consumidores já estão percebendo o aumento dos preços nos postos de gasolina, o que deve afetar o já fragilizado cenário econômico dos Estados Unidos, e uma guerra no Oriente Médio com fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo de todo o mundo, não ajuda a melhorar esse ponto.

    “Quanto mais tempo o conflito e as interrupções persistirem, maior será o possível impacto negativo na confiança empresarial e do consumidor devido ao aumento da incerteza, o que prejudicaria ainda mais a atividade econômica”, disse Kathy Bostjancic, economista-chefe da Nationwide, em uma nota de analista na sexta-feira.

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    O choque do petróleo ocorre ainda em um momento em que o mercado de trabalho dos EUA permanece em uma situação precária, com os empregadores eliminando 92.000 vagas em fevereiro, enquanto a taxa de desemprego subiu de 4,3% para 4,4%.

    A guerra complica todos os cálculos econômicos do governo, já que as preocupações com a inflação persistem e obrigam os formuladores de políticas a equilibrar riscos concorrentes.

    Economistas também começam a sinalizar preocupações com o consumo, que iria receber um impulso significativo das novas regras tributárias . Mas, até agora, as expectativas não estão correspondendo à realidade.

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