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Número de mortos em incêndios na Grécia sobe para 88

Autoridades também identificaram os corpos de duas irmãs gêmeas que viajavam com os avós e eram consideradas desaparecidas

Por Da Redação 28 jul 2018, 13h55

O número de mortos nos incêndios que assolaram a costa de Atenas na segunda-feira subiu para 88. A nova vítima, uma mulher de aproximadamente quarenta anos, morreu no hospital. Outras nove vítimas permanecem internadas em estado grave, de acordo com o Ministério da Saúde grego.

As autoridades também identificaram os corpos de três crianças – duas gêmeas e um menino. As irmãs Sophia e Vassiliki, de nove anos, eram dadas como desaparecidas até então. Elas estavam a caminho da praia com os seus avós quando o incêndio atingiu a cidade litorânea de Mati.

O pai, Yiannis, conduzia uma grande campanha em busca das filhas e comoveu o país depois de, em um primeiro momento, ter dito que havia reconhecido as meninas em fotos de sobreviventes.

Elas foram finalmente encontradas com os avós em um terreno onde 26 corpos carbonizados haviam sido descobertos na manhã de terça-feira. Localizado na beira de um penhasco, o lugar se transformou numa armadilha para essas vítimas, que tentavam chegar ao mar, localizado a poucos metros de distância.

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Os médicos legistas haviam indicado que muitas crianças estavam entre os mortos. O vilarejo de Mati, a uma hora de Atenas, era um local popular entre aposentados que recebem os netos em férias escolares.

Quatro turistas estrangeiros foram identificados até agora: um jovem irlandês em lua de mel, uma mãe e seu filho polonês e um belga cuja filha adolescente sobreviveu.

Ainda não há um número exato de pessoas desaparecidas. As autoridades também carecem de uma contagem precisa de quantos sobreviventes foram encontrados.

De acordo com o Ministério de Infraestruturas, 3.366 construções foram avaliadas no sábado, das quais mil foram classificadas como inabitáveis ​​e 800 estão muito danificadas.

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, assumiu na sexta-feira a “responsabilidade política” pela devastação causada pelos incêndios. O vice-ministro da Proteção do Cidadão, Nikos Toskas, reafirmou neste sábado na TV pública Ert que não houve “erros estratégicos”. “O melhor planejamento do mundo não poderia ter evitado o desastre”, disse.

(Com France-Presse)

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