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Moscou refuta com ameaças o plano europeu de usar ativos russos para financiar Kiev

Kremlin promete processar nações da Europa de 'todas as maneiras possíveis', em 'todos os tribunais internacionais e nacionais', e 'extrajudicialmente'

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 set 2025, 08h58 • Atualizado em 15 set 2025, 12h01
  • Moscou alertou nesta segunda-feira, 15, que vai levar à Justiça com processos implacáveis qualquer país da Europa que tentar se apropriar de ativos russos no exterior, muitos congelados desde a invasão à Ucrânia, em fevereiro de 2024. A ameaça veio após a União Europeia indicar que busca novas maneiras de usar os cerca de US$ 350 bilhões em fundos da Rússia depositados em bancos europeus para ajudar Kiev.

    Os Estados Unidos e seus aliados proibiram quaisquer transações envolvendo o banco central e o Ministério das Finanças russo após o início da guerra. Eles também bloquearam ativos soberanos russos, em especial no formato de títulos dos governos americano, britânico e de países membros da União Europeia. O capital é mantido pelo depositário central de valores mobiliários europeu.

    Financiamento de Kiev

    De acordo com a agência de notícias Reuters, Ursula von der Leyen, a presidente da Comissão Europeia — braço executivo do bloco —, traça planos para achar novas maneiras de financiar as defesas da Ucrânia usando os saldos de caixa associados a Moscou congelados na Europa. O portal de notícias Politico informou que a ideia central seria usar depósitos russos em dinheiro no Banco Central Europeu, particularmente títulos vencidos, para financiar um “Empréstimo de Reparações” para Kiev.

    “Se isso acontecer, a Rússia vai processar os Estados da União Europeia, bem como os degenerados europeus de Bruxelas e países individuais da União Europeia que tentarem confiscar nossas propriedades, até o final do século”, escreveu o ex-presidente russo Dmitry Medvedev, agora vice-presidente do Conselho de Segurança nacional, no aplicativo de mensagens Telegram.

    Ele acrescentou que Moscou vai processar os países europeus de “todas as maneiras possíveis” e em “todos os tribunais internacionais e nacionais possíveis”, bem como “extrajudicialmente”. Anteriormente, o Kremlin já havia afirmado que qualquer apreensão de seus ativos equivale a roubo, o que, segundo o governo russo, minaria a confiança nos títulos e moedas dos Estados Unidos e da Europa.

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    Cautela

    Os Estados europeus afirmam que a Rússia é responsável pela destruição da Ucrânia em decorrência do maior conflito no continente desde a Segunda Guerra Mundial – e que Moscou deve ser forçada a pagar pela reconstrução do país vizinho.

    Alguns banqueiros, no entanto, têm se mostrado cautelosos com o precedente que a apreensão de ativos soberanos pode ter sobre a confiança de governos estrangeiros em relação a investimentos nos títulos de governos ocidentais.

    No início deste mês, o Reino Unido afirmou ter gasto cerca de US$ 1,3 bilhão em ativos russos congelados para comprar armas para a Ucrânia. Em resposta, Medvedev disse que a Rússia tomaria mais territórios ucranianos e buscaria propriedades britânicas em todo o mundo.

    Segundo a agência de notícias estatal russa RIA, nações ocidentais fizeram um total de US$ 285 bilhões em investimentos diretos na economia russa ao longo dos anos, o que poderia ser colocado em risco caso os ativos fossem confiscados e gastos.

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