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Militares franceses tomam aeroporto do norte do Mali

Kidal era a última grande cidade de região malinense em poder de islamitas

Por Da Redação 30 jan 2013, 08h35

O exército francês estabeleceu posição na madrugada desta quarta-feira no aeroporto de Kidal, a terceira maior cidade do norte de Mali, depois que recuperaram, em conjunto com o exército local, as importantes cidades de Gao e Timbuktu. Kidal era a última grande cidade do nordeste do Mali em poder dos grupos fundamentalistas.

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Entenda o caso

  1. • No início de 2012, militantes treinados na Líbia impulsionam uma grande revolta dos tuaregues no norte do Mali. Em março, o governo sofre um golpe de estado.
  2. • Grupos salafistas, com apoio da Al Qaeda, aproveitam o vácuo de poder para tomar o norte do país – onde impõem um sistema baseado nas leis islâmicas da ‘sharia’.
  3. • Em janeiro de 2013, rebeldes armados, com ideais bastante heterogêneos, iniciam uma ofensiva em direção ao sul do Mali, e o presidente interino, Dioncounda Traoré, pede socorro à França.
  4. • Com o aval das Nações Unidas, François Hollande envia tropas francesas e dá início a operações aéreas contra os salafistas, numa declarada guerra contra o terrorismo.

“Um avião francês pousou na pista do aeroporto de Kidal. Os soldados estabeleceram posição no campo de aviação”, afirmou uma fonte do governo local.

A chegada dos soldados franceses a Kidal acontece depois da reconquista, nas últimas 48 horas e sem real resistência, das duas maiores cidades do norte do país, Gao e Timbuktu, tomadas pelos grupos armados islamitas que nos últimos nove meses intensificaram os ataques.

O ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, em entrevista publicada nesta terça pelo jornal Le Parisien assinalou que “libertar Gao e Timbuktu” fazia parte do plano da intervenção de seu país, que tem intenção de se retirar “rapidamente”.

Kidal, a 1.500 quilômetros de Bamako, e sua região, no extremo nordeste de Mali, perto da fronteira com a Argélia, era um reduto do Ansar al-Dine (Defensores do Islã), formado por islamitas armados. Um grupo saído do Ansar al-Dine, o Movimento Islâmico de Azawad (MIA), havia afirmado que controlava Kidal ao lado dos rebeldes tuaregues do Movimento Nacional para a Libertação de Azawad (MNLA).

(Com agências EFE e France-Presse)

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