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Mídia iraniana aponta ao menos 201 mortos em ataque de EUA e Israel

Ação conjunta mirava líderes do Teerã e escalou tensão no Oriente Médio

Por Amanda Capuano Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 fev 2026, 15h12 • Atualizado em 28 fev 2026, 19h04
  • Ao menos 201 pessoas morreram e 747 ficaram feridas no ataque conjunto de Estados Unidos e Israel ao Irã. O número foi divulgado pela imprensa iraniana e tem como base dados contabilizadas pela rede humanitária Crescente Vermelho.

    A maioria das mortes aconteceu em uma escola primária feminina na cidade de Minab, na província de Hormozgan, que registrou 85 vítimas fatais até a última atualização da agência de notícias estatal iraniana IRNA. Mohammad Radmehr, um funcionário da cidade, foi citado pela agência dizendo que Israel “atacou diretamente” a escola esta manhã, e que havia 170 alunas no local.

    Segundo fontes ouvidas pela Reuters, os ataques teriam matado o ministro da Defesa do país e o comandante da Guarda Revolucionária, mas ainda não há confirmação. O ministro de Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou à NBC News que o aiatolá Ali Khamenei está vivo, mas Trump é autoridades israelenses afirmam que o líder supremo iraniano foi morto na operação.

    O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, classificou o ataque como “preventivo”, ordenado para “evitar ameaças”. O presidente americano, Donald Trump, confirmou os ataques e disse que o objetivo é defender o povo americano e garantir “que o Irã não terá uma arma nuclear”.

    Em resposta, o Irã lançou um ataque a instalações militares americanas no Bahrein, no Kuwait e no Catar. O regime também lançou mísseis e drones contra Israel. Os drones levarão várias horas para chegar até território de Israel e, em ataques semelhantes anteriores, a grande maioria foi interceptada por caças antes de atingir as fronteiras israelenses. O lançamento, no entanto, serve para forçar a defesa israelense a reagir, abrindo espaço para que mísseis mais poderosos consigam penetrar.

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    Negociações fracassadas

    O ataque deste sábado ocorre após o fracasso da última rodada de negociações entre EUA e Irã, vista como a possível última saída diplomática. Sobre o tema, Trump afirmou: “sempre foi política dos Estados Unidos, em particular da minha administração, que esse regime terrorista jamais poderá ter uma arma nuclear”.

    Em sequência, o presidente citou a guerra de junho de 2025, quando os Estados Unidos bombardearam instalações nucleares e militares iranianas durante o conflito entre Israel e Irã.

    Na quinta-feira, representantes dos dois países encerraram seis horas de negociações em Genebra sem avanço concreto sobre a principal exigência americana: o desmantelamento completo do programa nuclear iraniano.

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    Em relatório reservado a seus 35 Estados-membros, a agência Internacional de Energia Atômica afirmou que o Irã estocou parte de seu urânio altamente enriquecido em uma área subterrânea do complexo nuclear de Isfahan, no centro do país. É a primeira vez que o órgão vinculado à ONU especifica o local onde o material com grau de pureza de até 60% estaria guardado. O patamar está tecnicamente próximo dos 90% de enriquecimento considerados necessários para a produção de uma arma nuclear.

    A tensão em torno do programa nuclear iraniano se intensificou após a erosão do acordo firmado em 2015, conhecido como Plano de Ação Conjunto Global, que impunha limites rígidos ao enriquecimento de urânio em troca do alívio de sanções. Desde a saída unilateral dos Estados Unidos do pacto, durante o primeiro mandato de Donald Trump, o Irã ampliou progressivamente seus níveis de enriquecimento e reduziu a cooperação com inspetores internacionais.

    Ao mesmo tempo em que o campo diplomático encontrava dificuldades para avançar, os EUA seguiam acumulando poderio bélico ao redor do Irã. Na quarta-feira, 25, Washington enviou uma dúzia de caças F-22 para a região, que já contava com dois porta-aviões, 12 contratorpedeiros e três embarcações de combate.

    Ao todo, os EUA reuniram sua maior força militar no Oriente Médio desde a invasão ao Iraque, em 2003.

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