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Ataque de Israel deixa ao menos 85 mortos em escola para meninas no Irã, diz mídia estatal

Vídeo mostra extensos danos à instituição, com fumaça saindo do prédio e guindastes removendo escombros

Por Caio Saad Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 fev 2026, 10h22 • Atualizado em 28 fev 2026, 12h37
  • Um ataque de Israel contra território do Irã neste sábado, 28, deixou ao menos 85 mortos em uma escola primária feminina na cidade de Minab, na província de Hormozgan, segundo a agência de notícias estatal iraniana IRNA.

    Mohammad Radmehr, um funcionário da cidade, foi citado pela agência dizendo que Israel “atacou diretamente” a escola esta manhã.

    Radmehr afirmou que 170 alunas estavam na escola no momento do ataque e que o número de mortos deve aumentar, já que a operação de resgate ainda estava em andamento.

    Outra agência de notícias iraniana publicou um vídeo que supostamente mostra extensos danos à escola, com fumaça saindo do prédio e guindastes removendo escombros.

    Sábado é o primeiro dia da semana letiva no Irã.

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    Os ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã neste sábado, 28, tiveram como alvos o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei,  e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, informou a televisão estatal israelense KAN, citando fontes do governo.

    + Irã condena ‘agressão militar criminosa’ e promete resposta ‘decisiva’ contra EUA e Israel

    A informação foi confirmada por autoridades ouvidas pela emissora americana CNN. Os ataques também teriam mirado outras figuras importantes do regime, incluindo o Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Sayyid Abdolrahim Mousavi, o secretário do recém-criado Conselho de Defesa do Irã, Ali Shamkhani, e o secretário do Conselho de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani.

    Não está claro até o momento se alguma figura importante do governo iraniano foi atingida no ataque.

    Uma fonte com conhecimento do assunto disse anteriormente à agência de notícias Reuters que Khamenei não estava em Teerã e havia sido transferido para um local seguro. A mídia iraniana também noticiou que o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, está em segurança.

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    Em resposta, o Irã lançou um ataque a instalações militares americanas no Bahrein, no Kuwait e no Catar. O regime também lançou mísseis e drones contra Israel. Ainda não há informações sobre possíveis danos.

    O Ministério da Defesa do Catar afirmou que as Forças Armadas do país derrubaram vários mísseis antes que eles alcançassem seu espaço aéreo.

    Negociações fracassadas

    O ataque deste sábado ocorre após o fracasso da última rodada de negociações entre EUA e Irã, vista como a possível última saída diplomática. Sobre o tema, Trump afirmou: “sempre foi política dos Estados Unidos, em particular da minha administração, que esse regime terrorista jamais poderá ter uma arma nuclear”.

    Em sequência, o presidente citou a guerra de junho de 2025, quando os Estados Unidos bombardearam instalações nucleares e militares iranianas durante o conflito entre Israel e Irã.

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    Na quinta-feira, representantes dos dois países encerraram seis horas de negociações em Genebra sem avanço concreto sobre a principal exigência americana: o desmantelamento completo do programa nuclear iraniano.

    Em relatório reservado a seus 35 Estados-membros, a agência Internacional de Energia Atômica afirmou que o Irã estocou parte de seu urânio altamente enriquecido em uma área subterrânea do complexo nuclear de Isfahan, no centro do país. É a primeira vez que o órgão vinculado à ONU especifica o local onde o material com grau de pureza de até 60% estaria guardado. O patamar está tecnicamente próximo dos 90% de enriquecimento considerados necessários para a produção de uma arma nuclear.

    A tensão em torno do programa nuclear iraniano se intensificou após a erosão do acordo firmado em 2015, conhecido como Plano de Ação Conjunto Global, que impunha limites rígidos ao enriquecimento de urânio em troca do alívio de sanções. Desde a saída unilateral dos Estados Unidos do pacto, durante o primeiro mandato de Donald Trump, o Irã ampliou progressivamente seus níveis de enriquecimento e reduziu a cooperação com inspetores internacionais.

    Ao mesmo tempo em que o campo diplomático encontrava dificuldades para avançar, os EUA seguiam acumulando poderio bélico ao redor do Irã. Na quarta-feira, 25, Washington enviou uma dúzia de caças F-22 para a região, que já contava com dois porta-aviões, 12 contratorpedeiros e três embarcações de combate.

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    Ao todo, os EUA reuniram sua maior força militar no Oriente Médio desde a invasão ao Iraque, em 2003.

     

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