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Mercosul e União Europeia formalizam acordo histórico de livre comércio no Paraguai

Tratado encerra quase três décadas de negociações e cria uma das maiores zonas comerciais do mundo, com impacto direto sobre tarifas e exportações

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 jan 2026, 14h16 •
  • Após quase três décadas de tratativas, representantes do Mercosul e da União Europeia se reuniram neste sábado (17), em Assunção, no Paraguai, para oficializar a assinatura do acordo de livre comércio entre os dois blocos. A iniciativa tem potencial para conectar economias que, juntas, representam um mercado estimado em cerca de 720 milhões de pessoas.

    A cerimônia ocorreu a partir das 12h15 no teatro José Asunción Flores, localizado no Banco Central do Paraguai, e reuniu autoridades dos países-membros do Mercosul, como Javier Milei (Argentina), Rodrigo Paz (Bolívia), Santiago Peña (Paraguai) e Yamandú Orsi (Uruguai). A União Europeia foi representada por líderes do alto escalão, entre eles Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e António Costa, presidente do Conselho Europeu.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não participou do evento por incompatibilidade de agenda. O Brasil foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Na sexta-feira (16), porém, Lula recebeu Ursula von der Leyen e António Costa no Rio de Janeiro, onde discutiu aspectos relacionados à implementação do acordo e outros temas da agenda internacional.

    Em comunicado oficial, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços classificou o tratado como um dos maiores acordos bilaterais de livre comércio em vigor no mundo. “Para além de sua dimensão econômico-comercial, o Acordo reafirma a parceria entre as duas regiões, alicerçada em valores e interesses comuns – como a defesa da democracia, do multilateralismo e dos direitos humanos,” diz a nota.

    A assinatura tem caráter protocolar e marca o encerramento da fase de negociações técnicas e políticas iniciadas em junho de 1999. O texto prevê a eliminação progressiva de tarifas de importação para mais de 90% do comércio entre os blocos, abrangendo tanto produtos industriais, como máquinas, equipamentos, ferramentas e automóveis, quanto itens do setor agrícola.

    Para o Mercosul, o acordo representa uma abertura estratégica ao mercado europeu, considerado a terceira maior economia global. A União Europeia reúne cerca de 450 milhões de consumidores e responde por aproximadamente 15% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. Pelo tratado, os países europeus se comprometem a retirar tarifas de importação sobre a maior parte das exportações do bloco sul-americano, além de conceder condições preferenciais adicionais a uma parcela relevante dos produtos. Na prática, isso amplia de forma significativa o acesso das empresas do Mercosul ao mercado europeu, melhora as condições de comércio e fortalece a competitividade da região no cenário internacional.

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