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Menina de 7 anos é morta em meio à onda de repressão em Mianmar

Khin Myo Chit foi baleada por um militar no abdômen enquanto estava sentada no colo do pai dentro de casa, segundo relato da irmã à imprensa local

Por Da Redação
Atualizado em 24 mar 2021, 10h14 - Publicado em 24 mar 2021, 09h37

Uma menina de sete anos foi morta em sua casa, na cidade de Mandalay, em Mianmar, nesta terça-feira, 23, em meio à repressão aos protestos contra o golpe militar no país. A criança, identificada como Khin Myo Chit, foi baleada no abdômen enquanto estava sentada no colo do pai.

A irmã mais velha da vítima, Aye Chan San, disse à imprensa que soldados e policiais invadiram a residência e atiraram contra seu pai, acusando-o de esconder pessoas em sua casa. A bala, porém, atingiu a filha. Khin Myo Chit foi levada para o hospital, mas não resistiu.

Aye Chan San contou ainda que os soldados agrediram um dos outros irmãos, de 19 anos, e o levaram preso. Eles também queriam levar a menina ferida, mas os parentes impediram. “Meu pai não sabia o que fazer porque estava com a menina nos braços. Disseram-lhe para entregar”, disse ela, mas o homem se recusou.

Vizinhos disseram não saber por que os soldados invadiram a casa ou entraram no bairro, porque não houve protestos contra o regime naquele dia. Duas outras pessoas também foram mortas na cidade. Os militares, que comandam o país, não comentaram as três mortes.

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Khin Myo Chit tornou-se a vítima mais jovem da repressão do regime militar em Mianmar desde o golpe de Estado em 1º de fevereiro. Pelo menos 275 pessoas já morreram nos confrontos, incluindo cerca de vinte menores de idade, e outras milhares foram presas.

A morte da menina gerou uma onda de indignação e reclamações, inclusive da ONG Save the Children e de Yanghee Lee, a ex-relatora da ONU para Mianmar. “Matar uma menina de 7 anos é a nova estratégia para a segurança de Mianmar? Um menino de 14 anos também morreu recentemente. Além disso, jovens de 14 e 16 anos foram mortos com tiros na cabeça”, escreveu Lee em seu Twitter.

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